Caos impera no Haiti e atendimento médico está em colapso, diz Cruz Vermelha

Redação Central, 13 jan (EFE).- A situação nas ruas do Haiti é de caos e o atendimento médico aos sobreviventes do terremoto que castigou o país está em colapso, informou hoje à Agência Efe a delegada da Cruz Vermelha Espanha nessa área, Pilar Palomino.

EFE |

"Confirma-se que os danos são muito graves, o terremoto durou mais de um minuto e, além disso, houve muitas réplicas. As pessoas passaram a noite nas ruas dando voltas, assustadas e desorientadas", disse a responsável desta organização, em uma conversa por telefone a partir da República Dominicana.

As pessoas atingidas pelo terremoto estão sendo assistidas por voluntários e membros de organizações que se encontravam em Porto Príncipe, já que algumas estradas da capital estão bloqueadas e o aeroporto também foi danificado, acrescentou a mesma fonte.

"A informação é muito confusa, as comunicações via telefone são muito difíceis e estamos falando com nossos colaboradores por Skype" e por uma "rádio interna da Cruz Vermelha, de onde me disseram que estão trabalhando nas ruas, que as pessoas estão sendo levadas a hospitais", disse.

"Caíram hospitais, colégios, hotéis, inclusive o edifício da ONU foi atingido, mas tudo é muito confuso", afirmou Palomino, que deve ir à área afetada pelo terremoto nas próximas horas com um comboio de ajuda humanitária.

Neste envio, a Cruz Vermelha Espanhola inclui "material de assistência básica, equipamentos de resgate para atendimento em albergues e onde houver gente que possa estar desabrigada ou refugiada, tanques de água, produtos" para tornar potável, além da armazenada pela organização em um local da capital haitiana.

Além disso, no comboio, também há maquinaria e equipes de limpeza e socorristas.

A intervenção da Cruz Vermelha Espanhola se junta à operação humanitária iniciada pela Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, que já aprovou um primeiro envio de fundos de 340 mil euros e prepara uma chamada de ajuda no valor de 1,36 bilhão de euros.

A Oxfam Internacional também está trabalhando no terreno, através de uma equipe de resposta humanitária especializada em saúde pública, água e saneamento. EFE arv/an

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG