Organizações humanitárias estão encontrando dificuldade para ajudar as vítimas do terremoto que atingiu o Haiti nesta terça-feira. Segundo Ricardo Conti, chefe da delegação do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no país, é extremamente difícil se mover pela cidade. Nossa capacidade de ajuda depende muito da situação em Porto Príncipe, afirmou, em nota.


A coordenadora do CICV no Brasil, Sílvia Backes, afirmou que nenhum brasileiro participa das atividades da organização no Haiti, que inclui a entrega de itens não-alimentares a cerca de 10 mil famílias. Segundo ela, colegas que estão no local relatam que há muitas pessoas nas ruas esperando por socorro.

"Há muito sofrimento, muita gente se lamentando e rezando, agradecendo por ter sobrevivido", afirmou, acrescentando que ainda é impossível falar em números de mortos. "Sabemos apenas que na área mais afetada pelo terremoto viviam cerca de 2,2 milhões de pessoas", explicou.

A organização Save the Children está usando motos para tentar chegar às vítimas do terremoto. Além de entregar água e comida, a instituição vai oferecer abrigo em sua sede, que foi parciamente afetada pelo tremor.

Ian Rodgers, chefe de resposta emergencial da agência, afirmou que entre 40% e 70% do bairro onde está localizado o prédio da Save the Children ficou destruído.

"As estradas estão cheias de escombros e os agentes têm muita dificuldade para chegar aos feridos", afirmou. "Os sobreviventes, especialmente as crianças, vão precisar de muito apoio nas próximas semanas e meses."

A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) enviou nesta quarta-feira ao Haiti uma Equipe de Ajuda Imediata a Desastres (DART, na sigla em inglês). A equipe contará com especialistas em tragédias, que ajudarão a avaliar a situação do país. 

"Esta é uma situação trágica e trabalharemos junto com o governo do Haiti para prestar assistência imediata nos esforços de resgaste", disse o administrador da agência, Rajiv Shah.

Viva Rio

A organização não-governamental brasileira Viva Rio também participa do atendimento às vítimas do terremoto. Toda a equipe da ONG no Haiti (cerca de 400 pessoas, entre brasileiros e haitianos) foi mobilizada para ajudar a população.

De acordo com uma das coordenadoras da entidade, Cibele Dias, a Viva Rio tem caminhões disponíveis e uma equipe treinada em primeiro socorros, combate a incêndio e outros procedimentos.

"A nossa instrução é de que a brigada, uma equipe de pessoas preparadas para esse tipo de emergência, ajudem a resgatar as vítimas que estão soterradas, a retirar escombros e a tentar recolher alimentos e roupas. Essa é a mobilização", revelou.

Desde o acidente, a sede da ONG, de cerca de 25 mil metros quadrados, no bairro de Pacot, no centro da capital, recebe famílias desabrigadas e providencia água e comida para a população. A equipe brasileira, de cerca de 20 pessoas, ajuda no trabalho. Nenhum brasileiro ficou ferido no tremor de terra e o prédio da instituição sofreu pequenas avarias.

Com Agência Brasil

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