Cantalamessa pede perdão a judeus e diz que papa desconhecia seu discurso

Cidade do Vaticano, 4 abr (EFE).- O Predicador da Casa Pontifícia, Raniero Cantalamessa, pediu perdão aos judeus por seu discurso da Sexta-Feira Santa quando comparou as críticas ao papa Bento XVI pelos casos de pedofilia com o antissemitismo e assegurou que o pontífice desconhecia o texto, disse em entrevista publicada hoje pelo jornal Corriere della Sera.

EFE |

O franciscano, de 75 anos, assinalou que suas intenções eram "amistosas" e que levando em conta que este ano a Páscoa cristã e a judia caem na mesma semana queria enviar uma saudação aos judeus no contexto da sexta-feira, "uma data que, infelizmente , sempre foi de confronto e, para eles, de compreensível sofrimento".

Ele se referia às preces dos católicos pelos judeus da Sexta-Feira Santa. No rito anterior ao Concílio Vaticano II se pedia por sua conversão ao cristianismo e se rogava a Deus para que eliminasse "a cegueira deste povo, para que, reconhecida a verdade de sua luz, que é o Cristo, saíssem das trevas".

Essa frase foi mudada e atualmente se implora a Deus que "ilumine seus corações para que reconheçam a Jesus Cristo salvador de todos os homens". Texto que os judeus continuam criticando.

O predicador da Casa Pontifícia disse em seu discurso da Sexta-Feira Santa que um amigo judeu tinha lhe escrito, mostrando-lhe seu "desgosto" pelas críticas da imprensa internacional a Bento XVI, ao qual acusam de ter escondido casos de padres pedófilos.

Cantalamessa manifestou que falou em sua homilia da carta de seu amigo judeu "porque me pareceu um testemunho de solidariedade com o pontífice tão duramente atacado nestes dias".

"A minha intenção era amistosa, o contrário de hostil", insistiu o franciscano. EFE jl/ma

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