Washington, 13 mai (EFE).- O cansaço dos pilotos pode ter tido influência no acidente aéreo registrado em fevereiro em Búfalo, nos Estados Unidos, no qual 50 pessoas morreram quando um avião caiu em uma casa.

A hipótese foi explicada em uma audiência do Conselho de Segurança no Transporte dos Estados Unidos, realizada em Washington para determinar as causas do acidente, e durante a qual foram muito criticadas as práticas trabalhistas da companhia aérea Colgan.

O presidente do Conselho, Mark Rosenker, afirmou que a companhia "fazia a vista grossa" sobre as longas distâncias que os pilotos deviam percorrer para chegar ao trabalho.

Entre outras coisas, a audiência descobriu que a copiloto, Rebecca Shaw, de 24 anos, recebia como piloto novata um pagamento anual de apenas US$ 16 mil e residia em Seattle, no outro extremo do país.

Antes de iniciar a rota de Nova York a Búfalo, aparentemente passava a noite acordada voando para chegar ao trabalho.

Na gravação das conversas na cabine durante o voo é possível ouvir os bocejos de Shaw e do piloto, Marvin Renslow.

O vice-presidente para Segurança da Colgan, Daniel Morgan, disse que a linha aérea respeita estritamente as normas sobre as horas de trabalho dos pilotos, mas ressaltou que não pode controlar o que os empregados fazem em seu horário de descanso.

Mais cedo, o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, criticou os pilotos e questionou sua experiência e profissionalismo, segundo a imprensa local.

"Eu não teria voado com nenhum deles", afirmou o prefeito, e acrescentou que "um deles era inexperiente, estava cansado demais e era novato, e o outro aparentemente tinha suspendido seus exames", de acordo com o "The New York Post" em sua edição digital.

O avião caiu em 12 de fevereiro em uma casa nos arredores de Búfalo depois de ter havido acúmulo de gelo nas asas e os pilotos, aparentemente, responderam ao problema de forma inadequada. EFE mv/db

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