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Candidatura de Obama suaviza imagem mundial dos EUA, diz pesquisa

A virtual candidatura do democrata negro Barack Obama à Casa Branca levantou grandes expectativas nos países estrangeiros e contribuiu para suavizar a imagem internacional dos EUA, revelou nesta quinta-feira uma pesquisa realizada em 24 países, incluindo o Brasil.

AFP |

"De maneira geral, acho que o melhor clima de opinião sobre os Estados Unidos reflete uma antecipação de uma mudança na Casa Branca", explicou Andrew Kohut, presidente do Centro de Pesquisa Pew, ao apresentar os resultados de uma enquete feita entre 17 de março e 21 de abril, em 24 países.

"À exceção dos Estados extremamente antiamericanos, como os países muçulmanos, descobrimos que a maioria das pessoas acredita que a chegada de um novo presidente representará uma mudança para melhor na Política Externa", completou.

França (68%) e Espanha (67%) são os países que mais confiam na mudança, seguidos por Nigéria (67%), Alemanha (64%) e Índia (59%).

A sondagem também destacou a muito boa imagem de Obama no exterior.

"Há muita expectativa em torno dele, talvez, porque esteja identificado com os democratas e com a oposição à guerra no Iraque, ou por seu poder de atração pessoal", avaliou Kohut.

De fato, salvo a Jordânia, os cidadãos disseram confiar mais em Obama do que em seu adversário republicano John McCain. Na França, o democrata obtém 84% de opinião favorável; 72%, na Espanha; 58%, no Brasil; mas apenas 30%, no México.

A candidatura de Obama ajudou até a melhorar, levemente, a imagem dos Estados Unidos no mundo, após anos de queda. O democrata, "junto com o forte interesse internacional nessas eleições, suavizou as atitudes negativas para com os Estados Unidos", explicou o presidente do Pew.

Kohut advertiu, contudo, que se trata de "um rebote antecipatório, e o problema é que, se não se cumprirem as expectativas, as cifras podem voltar a cair".

Na França, por exemplo, a opinião favorável sobre os EUA ganhou três pontos, em relação ao ano passado, e chegou a 42%, melhorando também na Grã-Bretanha (de 51% para 53%), na Polônia (de 61% para 68%), na Argentina (de 16% para 22%), na Rússia (de 41% para 46%), na Coréia do Sul (de 58% para 70%, o nível mais alto) e no Brasil (de 44% para 47%).

Em contrapartida, recuou 1% na Espanha (33%) e 9% no México (47%), provavelmente pela construção do muro fronteiriço, ainda de acordo com o Pew.

Para essa pesquisa, foram entrevistadas 24.000 pessoas, e a margem de erro oscila entre 2% e 4%, dependendo do país.

arz/tt/sd

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