Candidatura de líder golpista às eleições irrita oposição na Mauritânia

Nuakchott, 18 fev (EFE).- A proposta apresentada pela Junta Militar para resolver a crise na Mauritânia constitui um novo desafio à Constituição e à legalidade nacional e internacional, declarou hoje a Frente Nacional pela Defesa da Democracia (FNDD).

EFE |

O projeto dos golpistas, que não foi lançado oficialmente, foi divulgado pela imprensa nacional e propõe a renúncia do general Mohammed Ould Abdelaziz, chefe da Junta, e a possibilidade de que este concorra às eleições de 6 de junho.

A FNDD, contrária ao golpe de Estado que levou os militares ao poder em agosto do ano passado, afirmou hoje que a proposta supõe "uma etapa previsível da agenda do golpe".

"Esta iniciativa não traz nada de novo. Trata-se de uma nova tentativa desesperada de justificar um golpe de Estado imposto no país e rejeitado no exterior", afirma o texto.

A imprensa explica que o Governo militar transmitiu o documento à União Europeia (UE) para evitar a imposição de sanções.

Para a FNDD, "a única solução à crise consiste em tomar como ponto de partida a iniciativa responsável de caráter nacional" sugerida pelo presidente deposto Sidi Mohammed Ould Cheikh Abdallahi.

Como ponto principal, o projeto exige a saída dos militares e a volta de Abdallahi ao cargo que possuía. EFE mo/db

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