Candidatos votam em Israel e pedem que população vá às urnas

Jerusalém, 10 fev (EFE).- Vários dos principais candidatos foram hoje nas eleições em Israel e pediram aos israelenses que compareçam maciçamente às urnas.

EFE |

A líder do governante Kadima, Tzipi Livni, emitiu seu voto em Tel Aviv no começo da manhã e disse que "muita gente" colocará na urna a mesma cédula que ela, informou o porta-voz dela à Agência Efe por telefone.

Livni pediu aos israelenses que não votem "a partir do desespero e do medo, mas da esperança", e mostrou sua confiança em que "a chuva não impedirá as pessoas de votar".

Seu principal adversário, o líder do direitista Likud, Benjamin Netanyahu, ainda não foi votar.

Avigdor Lieberman, cabeça de lista do partido de extrema direita Yisrael Beiteinu, foi a um colégio próximo a sua residência no assentamento judaico na Cisjordânia de Nokdim, e pediu a todos os cidadãos de Israel, "cristãos, muçulmanos e judeus" que votem e lembrem que "há um partido que pode fazer o trabalho", segundo o jornal "Ha'aretz".

Ele também se mostrou otimista de que grande parte dos cidadãos vá às urnas e disse que "as pessoas votariam inclusive durante um furacão".

Outro dos primeiros a emitir seu voto foi o rabino Ovadia Yosef, líder espiritual do partido ultra-ortodoxo judeu Shas, que foi ao colégio eleitoral acompanhado do líder do partido, Eli Yishai.

Yishai ressaltou que seu partido tem "muita fé" no resultado do pleito e que espera que o conservador Likud forme um Governo de coalizão no qual sua formação esteja incluída.

O pacifista Chaim Oron, líder do partido Meretz, votou no kibutz de Lahav, no sul de Israel, e pediu aos eleitores de esquerda que apostem em sua formação.

"As eleições de hoje são sobre a educação, segurança e economia do futuro de Israel", disse.

As eleições, por enquanto, desenvolvem-se sem incidentes, com exceção do registrado na localidade árabe-israelense de Umm al-Fahm, onde o candidato de extrema-direita Baruch Marzel tentou ir como representante de seu partido para fazer parte do comitê de supervisão eleitoral.

A Polícia não permitiu a entrada de Marzel na localidade, depois que dezenas de manifestantes bloquearam os acessos para impedir ele, a quem consideram um "racista e fascista", estivesse presente nos colégios eleitorais.

Marzel disse que o fato significa que "a Polícia reconhece que não tem controle sobre Umm al-Fahm" e advertiu que estudará "medidas legais". EFE aca/an

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