Candidatos se oferecem para mediar diálogo entre Micheletti e Zelaya

Tegucigalpa, 22 set (EFE).- Os candidatos presidenciais de Honduras se ofereceram hoje como interlocutores entre o atual governante do país, Roberto Micheletti, e o líder deposto, Manuel Zelaya, aos quais pediram um diálogo para superar a crise política no país.

EFE |

"Nós, candidatos, nos oferecemos para ser interlocutores deste diálogo", declarou a jornalistas o postulante do governante Partido Liberal, Elvin Santos, também em referência a Porfirio Lobo, do opositor Partido Nacional; Felícito Ávila, da Democracia Cristã; e Bernard Martínez, da coalizão Partido Inovação e Unidade-Social-Democrata (PINU-SD).

O candidato liberal falou junto a Lobo e Martínez depois de participarem de um programa de entrevistas em um canal de televisão local.

Santos lembrou que ele e os outros três candidatos se incorporaram na quarta-feira passada ao processo de diálogo mediado pelo presidente da Costa Rica, Óscar Arias, com quem se reuniram no mesmo dia em San José.

"Tudo estava caminhando perfeitamente, mas fomos afetados pelo que aconteceu ontem", disse Santos, em referência à aparição de Zelaya na sede da Embaixada do Brasil em Tegucigalpa.

Os únicos candidatos que não se juntaram à iniciativa foram o da esquerdista Unificação Democrática, César Ham, que participou da reunião com Arias, mas não assinou a declaração final, e o independente Carlos Reyes, que não foi à reunião em San José. Ambos são ligados a Zelaya.

Segundo a imprensa hondurenha, os quatro candidatos se reuniriam em breve em Washington com membros do alto escalão do Governo americano, mas Santos não deu detalhes a respeito.

O candidato liberal pediu para que Micheletti tome a iniciativa e fale por telefone não só com Zelaya, mas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, para expressar a eles sua disposição ao diálogo.

Por sua vez, o social-democrata Martínez ressaltou que, a esta altura da crise, "a questão não é o problema em si, mas sim buscar a saída adequada".

Os candidatos reiteraram que as eleições marcadas para 29 de novembro são a melhor solução para a crise que Honduras vive desde 28 de junho, quando Zelaya foi derrubado e o Parlamento designou Micheletti como presidente do país. EFE lam/bba

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG