Candidatos se inscrevem e lançam corrida presidencial no Equador

Quito, 5 fev (EFE).- O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) do Equador fechou nesta quinta-feira o prazo de inscrição de candidaturas para as eleições do próximo dia 26 de abril, nas quais o presidente Rafael Correa tentará se manter no cargo.

EFE |

Encerrado o prazo, dez políticos inscreveram suas candidaturas, que poderão ser impugnadas nas próximas 24 horas e revisadas pelo CNE até a próxima segunda-feira, conforme informou seu presidente, Omar Simon.

Nesta quinta-feira, sete candidatos se apresentaram, entre eles o ex-presidente Lúcio Gutiérrez e o três vezes candidato presidencial, o magnata bananeiro Álvaro Noboa, e também Martha Roldós, da Frente da Esquerda Unida.

Correa e seu vice-presidente, Lenin Moreno, se inscreveram perante o CNE na quarta-feira pelo movimento governista Aliança País (AP). Porém, foi na tarde desta quinta, a poucas horas do fechamento do prazo, que uma avalanche de candidaturas foi apresentada.

Gutiérrez, líder do Partido Sociedade Patriótica 21 de Janeiro (PSP) se inscreveu junto a Felipe Mantilla, que foi ministro do Interior em seu mandato (2003-2005), enquanto Álvaro Noboa o fez ao lado de sua mulher, Anabella Azín, pelo Partido Renovador Institucional de Ação Nacional (Prian).

Roldós, por sua vez, se apresentou com o ex-sacerdote Eduardo Delgado como candidato à Vice-Presidência.

Na terça-feira passada, o ex-militante social-democrata Carlos González apresentou sua candidatura pelo Movimento Justo e Solidário, ao lado do médico Julio Prócel.

O socialista Diego Delgado, com Mentos Sánchez, se inscreveu nesta quinta pelo Movimento Independente de Conformação Social, da mesma forma que Melba Jácome e Ricardo Guambo fizeram pelo grupo Terra Fértil, e Carlos Sagñay e Segundo Bueno, pela legenda Triunfo Mil.

Também se apresentou como candidato, pelo movimento Concentração de Forças Populares, o advogado Pablo Guerrero, junto a Olfa Bucaram.

O atual processo eleitoral está inserido em uma transição constitucional, que prevê adaptar o Estado à normativa contida na nova Carta Magna, aprovada em referendo em setembro passado.

Caso nenhum candidato consiga maioria de votos suficiente para se eleger em 26 de abril, haverá um segundo turno, em 14 de junho.

Além das eleições presidenciais, em 26 de abril serão escolhidos integrantes da Assembleia Legislativa, prefeitos, governadores e vereadores municipais.

Em 14 de junho, além do segundo turno, caso seja necessário, serão designados os parlamentares andinos e membros de juntas políticas rurais.

Na eleição presidencial se definirá se Correa, que chegou à Presidência em 15 de janeiro de 2007, será ratificado no posto para outros quatro anos, após os quais poderia tentar reeleição.

Essa é uma das premissas do período de transição da nova Constituição impulsionada por Correa e elaborada por uma Assembleia Constituinte controlada pelo AP.

Fora isso, Correa se apresentará às próximas eleições com um bom histórico, pois nos últimos quatro pleitos venceu por ampla margem seus opositores que, por sua vez, chegarão divididos às eleições.

Gutiérrez, que aparece como o mais forte oponente de Correa, fracassou em sua tentativa de congregar a oposição, enquanto o Partido Social-Cristão (PSC), legenda mais representativa do conservadorismo, não lançou candidato à chefia de Estado.

O PSC se concentrou em apoiar o prefeito Jaime Nebot, que quer repetir seu mandato na cidade portuária de Guayaquil, reduto da oposição e mais povoada do país.

Já Noboa se apresentará pela quarta vez como candidato presidencial e pela segunda vez seguida contra Correa. Porém, essa vez será a primeira em que ele terá ao seu lado sua mulher como candidata a vice. EFE fá/rr

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