Candidatos fazem campanha às vésperas da eleição no Afeganistão

CABUL - Os principais candidatos às eleições no Afeganistão, no dia 20 de agosto, percorreram o país nesta sexta-feira, enquanto autoridades governamentais tentam obter um acordo com os talebans para evitar riscos aos eleitores.

Redação com agências internacionais |

O presidente Hamid Karzai, favorito à reeleição, visitou nesta sexta a cidade de Herat (oeste), onde está planejado que faça um discurso para militantes.

Seu principal rival, Abdulah Abdulah, fará um comício na província central de Dai Kundi, enquanto o ex-ministro da Fazenda, Ashraf Ghani, estará em Zabul (sul).

De acordo com uma pesquisa publicada nesta sexta-feira, 44% dos ouvidos votarão em Karzai e 26% em Abdulah, o que provocaria um segundo turno. Ghani receberia 10% dos votos, segundo o Instituto Republicano Internacional (IRI), dos Estados Unidos.

Acordo com o Taleban

O irmão do presidente Hamid Karzai, favorito à reeleição, declarou à AFP que ocorreram negociações com líderes talebans no sul do país na tentativa de que não realizem ataques que ponham em risco a segurança dos eleitores na próxima quinta-feira. Os talebans negaram enfaticamente que tais negociações ocorreram, disse um dos seus porta-vozes à AFP.

A Comissão Europeia informou nesta sexta-feira em Bruxelas que um grupo de 67 observadores europeus irá ao Afeganistão para acompanhar as eleições, mas disse que eles só atuarão "em locais onde as condições permitam".

O jornal britânico The Guardian informou que Ahmed Wali Karzai teria feito um acordo secreto de cessar-fogo com os talibãs do sul do país.

Os talebans consideram a eleição "uma farsa orquestrada pelos americanos" e pediram aos afegãos que a boicotem e peguem em armas contra os "invasores estrangeiros".

Os afegãos

Cerca de 17 milhões de afegãos são esperadas para comparecer às 7.000 seções de votação, onde serão realizadas simultaneamente as eleições provinciais, sob proteção da polícia e de 300.000 soldados.

O presidente Hamid Karzai é favorito, mas a campanha agressiva do ex-ministro de Relações Exteriores, Abdullah Abdullah, pode levar a um segundo turno, de acordo com analistas.

Além da violência, muitos observadores apontam também o medo de fraudes, especialmente em áreas remotas do país.

Os rebeldes têm pedido o boicote das eleições, consideradas "uma farsa orquestrada pelos americanos".

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