Candidatos encerram campanha eleitoral no Japão

Os líderes dos dois principais partidos políticos do Japão encerraram com comícios, neste sábado, suas campanhas para as eleições legislativas do próximo domingo. De acordo com a maioria das pesquisas de intenção de voto, o oposicionista Partido Democrático do Japão (PDJ) deve impor uma derrota histórica ao Partido Liberal Democrático (PLD), que governou o país quase ininterruptamente nos últimos 50 anos.

BBC Brasil |

Segundo as pesquisas, o PLD, partido do atual premiê Taro Aso, deve sentir nas urnas a insatisfação dos eleitores com a recessão e o desemprego no país, perdendo a maioria no Parlamento.

Exceto por um curto período de menos de um ano em 1993, o PLD tem governado o Japão desde1955, quando foi fundado.

'Mudança'
Confiante em uma vitória da oposição, o candidato a primeiro-ministro pelo PDJ, Yukio Hatoyama, afirmou, durante um comício em Osaka, neste sábado, que espera que as eleições deste domingo "mudem" a política japonesa.

"Eu garanto que o Partido Democrático (irá) mudar a política de uma maneira que as pessoas poderão dizer: 'a política do Japão realmente mudou em 30 de agosto de 2009'", disse.

Entre as promessas de campanha do PDJ está um maior apoio aos consumidores e trabalhadores do país.

Experiência
O primeiro-ministro Taro Aso, líder do PLD, por sua vez, questionou a capacidade da oposição, que tem pouca experiência política, de liderar o país.

"Eu peço que vocês dêem o poder para o PLD, para que nós possamos completar a recuperação (econômica) que ainda está na metade do caminho", disse Aso, durante um comício na cidade de Kamakura, nas proximidades de Tóquio.

Segundo pesquisas de opinião, muitos eleitores devem usar seus votos para expressar sua frustração com o modo com que o governo está administrando a economia durante este período de recessão global.

Dados divulgados na última sexta-feira apontam que a taxa de desemprego atingiu o nível recorde de 5,7% no mês passado.

De acordo com esta informações, mais de 3 milhões de japoneses estavam desempregados em julho, cerca de 1 milhão a mais que no mesmo período do ano passado.

Embora a economia tenha crescido 0,9% entre abril e junho, as taxas de desemprego lançam dúvidas sobre o vigor desta recuperação.

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