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Candidatos à liderança do Kadima votam em primárias do partido em Israel

Jerusalém, 17 set (EFE).- Os quatro candidatos à liderança do partido israelense Kadima nas eleições primárias realizadas hoje para nomear o sucessor do primeiro-ministro, Ehud Olmert, votaram após a abertura das urnas às 10h locais (4h, horário de Brasília).

EFE |

Os 74 mil filiados da legenda, fundada em 2005 por Ariel Sharon, poderão depositar sua cédula nas 114 urnas eleitorais para escolherem o novo líder.

Duas horas após o início da votação, cerca de 7,5% dos membros do partido tinham votado, mas a estimativa é de que apenas a metade dos filiados compareça às urnas, que fecharão às 22h (16h, horário de Brasília).

No entanto, os resultados só deverão ser anunciados às 1h30 de quinta-feira (19h30 de hoje, horário de Brasília), pois a apuração será manual.

A importância da votação está no fato de que o vencedor poderá substituir Olmert no comando do Governo, já que o atual primeiro-ministro anunciou que renunciará logo após a eleição do novo presidente do Kadima.

A ministra de Assuntos Exteriores, Tzipi Livni, e o de Transportes, Shaul Mofaz, são os dois candidatos mais cotados. A última pesquisa dá a Livni 47% das intenções de voto, em comparação aos 28% de Mofaz, apesar de este ter buscado mais apoio entre a militância de base.

Livni votou na cidade onde mora, Tel Aviv, e, certa de que uma alta participação no pleito a beneficia, incentivou as bases do Kadima a participarem do processo para "mostrarem que estão realmente fartas da mesma política de sempre".

"Meu voto vale o mesmo que qualquer outro. Convoco a todos para que depositem seu voto de acordo com suas ideologias. A mudança começa nas urnas", declarou a líder da diplomacia israelense.

Mofaz fez o mesmo, junto com sua mulher Orit, na localidade de Kfar Saba (oeste), e disse com otimismo que o dia eleitoral "terminará bem".

Os outros dois candidatos à Presidência do Kadima - o ministro de Segurança Pública, Avi Dicter, e o do Interior, Meir Sheetrit - também se mostraram otimistas ao depositarem suas respectivas cédulas nas urnas, apesar de terem, cada um, apenas 6% das intenções de voto.

Dicter votou em um hotel de Ashkelon (sudoeste) enquanto lembrava que "as pesquisas se equivocaram no passado", antes de prever que "hoje também será assim".

Sheetrit se manifestou na mesma linha, minutos antes de depositar sua cédula em Yavne, ao sul de Tel Aviv.

"Estou convencido de que os resultados não serão semelhantes aos das pesquisas. Peço aos eleitores que votem sem pensar nelas", afirmou.

Algumas irregularidades já foram denunciadas pelas equipes de vários candidatos.

Caso um candidato consiga hoje pelo menos 40% dos votos, não haverá segundo turno. No entanto, Olmert poderá continuar à frente do Executivo até o próximo ano caso o vencedor das primárias não consiga estabelecer um novo Governo, o que só terá um mês para fazer.

Neste caso, haveriam eleições antecipadas, provavelmente em março, um ano e meio antes do previsto. EFE ap/ev/fal

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