Rival de Sarkozy e favorito na corrida presidencial, Hollande defende profunda reforma tributária na França

O socialista François Hollande, favorito na corrida presidencial da França, afirmou nesta quinta-feira que, se for eleito na votação de maio, elevará os impostos sobre os ricos, cortará os tributos sobre os lucros de empresas menores e cancelará bilhões de euros em incentivos fiscais introduzidos pelo atual presidente, o conservador Nicolas Sarkozy.

Leia também: Futuro econômico da França atrapalha ano eleitoral

François Hollande discursa em Paris, capital da França
AP
François Hollande discursa em Paris, capital da França

Hollande, que lidera as pesquisas de opinião, também disse que manterá a atual promessa do governo de eliminar a grande dívida pública até 2017, ao mesmo tempo em que criará 60 mil novas vagas para professores e 150 mil empregos custeados pelo Estado para trabalhadores iniciantes.

Detalhes do programa eleitoral de Hollande foram divulgados por sua campanha antes de o candidato apresentá-lo para a imprensa nesta quinta-feira.

Em discurso, ele propôs a eliminação de incentivos fiscais no valor de 29 bilhões de euros para a população mais rica, introduzidos sob a gestão de Sarkozy, e a inclusão de 20 bilhões de euros em novos compromissos com gastos. Impostos sobre lucros de companhias sofreriam um grande corte no caso de pequenas empresas e seriam reduzidos para todas as outras, com exceção das grandes companhias.

Hollande também prometeu reformas fiscais mais profundas, que podem levar a maiores taxações sobre a renda dos ricos com a venda de ações e outros investimentos que estão sobre e acima do valor de salários anuais.

As pesquisas de opinião para o segundo turno das eleições presidenciais em 22 de abril e 6 de maio indicam que Hollande pode derrotar Sarkozy com mais de 10 pontos porcentuais de vantagem, o que o tornaria o primeiro presidente socialista em 17 anos.

Com Reuters

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.