Candidato republicano ganha eleição e Obama perde domínio no Senado

O republicano Scott Brown derrotou a democrata Martha Coakley na eleição especial realizada nesta terça-feira no Estado de Massachusetts para substituir o senador Ted Kennedy, morto no ano passado. Com o resultado, o partido do presidente Barack Obama perdeu a maioria absoluta no Senado.

iG São Paulo |

Brown alcançou 52% de todos os votos, enquanto Martha Coakley, 47%. A derrota de Coakley significa a perda da "supermaioria" do Partido Democrata no Senado (passa de 60 cadeiras para 59, contra 41 dos republicanos), em um resultado que pode atrapalhar a aprovação da reforma do sistema de saúde , principal prioridade doméstica do presidente Barack Obama.


Scott Brown comemora resultado da eleição / AP

"Supermaioria"

O Senado americano é composto por 100 cadeiras. Para um partido obter a chamada "supermaioria" precisa ter no mínimo 60 senadores.

Com a derrota, os democratas perderam o privilégio e agora terão mais trabalho para aprovar projetos para o governo, incluindo a polêmica reforma da saúde.  

Reforma da Saúde

Obama fez da reforma da saúde uma de suas plataformas de campanha e desde que assumiu a presidência vem tentando aprová-la no Congresso.

No entanto, existem pontos divergentes nas propostas aprovadas separadamente pela Câmara dos Representantes e pelo Senado, o que dificulta sua aprovação definitiva.

O presidente apoia regras mais rigorosas para a indústria de seguros, garantindo que as pessoas com doenças preexistentes não tenham cobertura recusada e impedindo que as seguradoras abandonem a cobertura de clientes quando eles ficam doentes.

Para os empregadores que não oferecem cobertura, Obama quer criar a Bolsa de Seguros de Saúde, na qual as pessoas podem comparar diferentes opções com facilidade. O governo quer também estabelecer um plano público de saúde para competir com o setor privado - uma "opção pública".

Pelo plano de Obama, todos os americanos terão de obter seguro ou serão multados. Pessoas carentes receberão subsídios para ajudá-los a pagar pela cobertura.

O presidente pagaria pela reforma reduzindo o desperdício no atual programa Medicare (para idosos) ou cobrando taxas de seguradoras que oferecem planos sofisticados.

O Congresso concorda com as regras mais duras para seguradoras e multas para aqueles que não tenham plano de saúde, mas não sobre a opção pública e como financiar o restante da reforma.

A proposta na Câmara dos Representantes custará US$ 1,052 trilhão em dez anos, apoia a opção pública e propõe o pagamento da reforma, entre outros meios, por meio da criação de uma sobretaxa de até 5,4% a ser imposta às famílias com um rendimento de US$ 500 mil ou mais por ano.

A proposta no Senado prevê um custo de US$ 871 bilhões em dez anos e não inclui uma opção pública. O Escritório de Orçamento do Congresso (CBO) calcula que a proposta da Câmara dos Representantes vai ampliar a cobertura para mais 36 milhões de americanos; a do Senado, para 31 milhões.

Assim como a proposta na Câmara dos Representantes, a do Senado vai exigir que todos os americanos adquiram seguro e criará bolsas nas quais as pessoas poderão escolher entre várias opções. Ela também vai dar subsídios a americanos com baixa renda.

Os republicanos criticaram vários aumentos de impostos previstos nas propostas - inclusive os para ajudar a pagar a ampliação da cobertura.

Assista ao vídeo:

*Com informações da BBC e Efe*

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