Candidato independente sobe na Colômbia e revela ter Parkinson

BOGOTÁ (Reuters) - O candidato independente à Presidência da Colômbia pelo Partido Verde, Antanas Mockus, subiu para o segundo lugar nas intenções de voto para as eleições de 30 de maio e, depois de ficar sabendo de sua colocação numa sondagem, revelou na sexta-feira que sofre de Parkinson. A ascensão na pesquisa do Centro Nacional de Consultoria do ex-prefeito de Bogotá ocorreu depois que o líder do independente Movimento Compromisso Cidadão pela Colômbia, Sergio Fajardo, renunciou à sua candidatura e uniu-se a Mockus como candidato à vice-presidência.

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Na pesquisa, Mockus ficou em segundo lugar com 22 por cento das intenções de votos. Enquanto Juan Manuel Santos, candidato do Partido de la U (governista) e ex-ministro da Defesa do governo do presidente Alvaro Uribe, manteve-se em primeiro lugar com 37 por cento.

A candidata do Partido Conservador, Noemí Sanín, que até a semana passada aparecia em segundo lugar, caiu para terceiro com 20 por cento das intenções de voto, ainda tecnicamente empatada com Mockus pela margem de erro da pesquisa.

Gustavo Petro, do Polo Democrático, ocupou o quarto lugar com 6 por cento; Rafael Pardo, do Partido Liberal, veio depois com 5 por cento; e Germán Vargas Lleras, da Mudança Radical, obteve 3 por cento das intenções de voto.

Como em outras pesquisas, a sondagem do Centro Nacional de Consultoria deixou clara a possibilidade de que Santos deve ir ao segundo turno em 20 de junho com um candidato rival e no qual serão decisivas as alianças.

As leis eleitorais da Colômbia estabelecem que, para que um candidato seja eleito presidente no primeiro turno, deve obter mais da metade dos votos.

Mockus, que como prefeito de Bogotá desenvolveu campanhas pedagógicas para melhorar a convivência e reduzir a violência, surpreendeu ao admitir publicamente que sofre de Parkinson, embora tenha pedido aos eleitores que não o discriminem pela condição que não compromete sua saúde mental nem física.

"Há um diagnóstico de início de Parkinson e há uma previsão de que isso não afete as atividades mentais, e o pensamento, a criatividade e o conhecimento funcionam perfeitamente bem", disse o político de 58 anos.

"Os médicos confirmaram 12 anos ou mais de vida normal graças à medicação. O assunto, dizem-me, está sob controle. Entendo a preocupação dos cidadãos, mas espero que não me crucifiquem por ter uma enfermidade de tipo físico e não mental", acrescentou.

O Parkinson é uma doença neurológica que afeta essencialmente o movimento, em razão da perda da capacidade do cérebro de produzir uma substância chamada dopamina.

O neurologista Rodrigo Pardo, médico de Mockus, disse que a doença encontra-se em estado inicial e não compromete nenhuma atividade cognitiva nem física do paciente.

(Reportagem de Luis Jaime Acosta)

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