Candidato de Merkel é eleito presidente da Alemanha

Vitória ocorre na terceira rodada de votação; dificuldade para eleger candidato é vista como mostra de fraqueza de governo alemão

iG São Paulo |

Após três rodadas de votação, a Assembleia Federal da Alemanhã elegeu nesta quarta-feira o democrata-cristão Christian Wulff como novo presidente da Alemanha.

AP
Chanceler alemã, Angela Merkel, e candidato presidencial Christian Wulff reagem a anúncio de derrota em segunda rodada de votação. Wulff foi eleito na terceira rodada
Apoiado pela chanceler Angela Merkel, Wulff, até agora no governo da região da Baixa Saxônia, será o presidente mais jovem da história do país. O presidente eleito recebeu 625 dos 1.242 votos da Assembleia Federal, e seu adversário, o independente Joachim Gauck, proposto pela oposição social-democrata e pelos Verdes, conseguiu 494.

A eleição ocorreu depois que membros da coalizão de governo de centro-direita de Merkel quebraram fileiras e refutaram seu candidato nas duas primeiras rodadas de votação. Embora o papel do presidente na Alemanha seja amplamente simbólico, a dificuldade para eleger seu candidato foi considerada um grande golpe e uma mostra de fraqueza do governo da chanceler alemã , eleita pela revista Forbes a mulher mais poderosa do planeta.

Pesquisa recente publicada no semanário alemão Bild revelou que 48% dos alemães gostariam que Merkel renunciasse caso seu candidato não fosse eleito, contra 30% que disseram acreditar que ela deveria seguir adiante.

"A coalizão claramente fracassou em dar uma demonstração de unidade e do novo começo tão necessários para escapar do colapso em que está mergulhada há semanas", avaliou Oskar Niedermayer, da Universidade Livre de Berlim. O jornal de negócios Handelsblatt descreveu o "fiasco" como o "primeiro voto de desconfiança" de Merkel.

A dor de cabeça de encontrar um novo presidente ocorreu após a surpreendente renúncia de Horst Koehler , em 31 de maio, depois que ele aparentemente sugeriu que as tropas alemãs no exterior defendiam os interesses econômicos de Berlim. 

O caso encerrou uma série de meses turbulentos para Merkel, de 55 anos, depois que ela conquistou um segundo mandato como chefe de governo da maior economia europeia em setembro, à frente de uma coalizão renovada mais a seu gosto do que por seus vínculos anteriores.

Ela viu sua popularidade despencar pela forma como lidou com a crise na zona do euro e sofreu duros ataques por causa dos planos de cortar os gastos do governo em mais de 80 bilhões de euros (US$ 100 bilhões) nos próximos quatro anos.

*Com EFE e AFP

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