Candidato da Libéria recua e diz que disputará segundo turno

Oposição acusa manipulação dos resultados em favor de Ellen Johnson Sirleaf, atual presidente do país

BBC Brasil |

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EFE
A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, deposita voto em urna no dia 11 de outubro
O principal candidato de oposição à Presidência da Libéria, Winston Tubman, disse neste domingo que pretende participar de um eventual segundo turno contra a atual presidente do país, Ellen Johnson Sirleaf.

A declaração é um recuo em relação à posição adotada na véspera, quando oito partidos, incluindo o de Tubman, anunciaram um plano de boicotar o pleito, alegando fraudes e manipulação na contagem de votos.

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Em entrevista à BBC, Tubman disse que cogitou retirar-se do pleito, mas acabou decidindo se manter na disputa, diante do cenário quase confirmado de segundo turno.

A Comissão Eleitoral do país negou as acusações de fraudes.

Resultados parciais divulgados neste domingo pela agência Associated Press dão 44,6% dos votos a Sirleaf, porcentagem insuficiente para que ela vença em primeiro turno.

Tubman, segundo colocado na contagem de votos, tem 31,4%.

Os resultados finais são esperados para 26 de outubro.

Eleição pós-guerra
As eleições em curso, também para cargos legislativos, são as segundas a serem realizadas na Libéria desde o fim da guerra civil do país, que durou 14 anos e acabou em 2003.

Sirleaf foi eleita, em 2006, a primeira mulher a presidir um país africano e foi laureada há poucos dias com o Prêmio Nobel da Paz (em conjunto com uma ativista liberiana e uma iemenita).

A Prêmio Nobel da Paz é elogiada pela comunidade internacional por ter colaborado para a pacificação da Libéria e por abrir caminho para o fim de sanções externas contra o país.

Observadores dizem, porém, que ela não conta com tamanha popularidade dentro da Libéria, acusada por críticos de não fazer o suficiente para mitigar a pobreza profunda ainda existente no país.

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