O candidato governista colombiano Juan Manuel Santos relançou sua estratégia de campanha presidencial, com a inclusão de um polêmico assessor venezuelano assinalado como mestre da propaganda suja, em uma tentativa de recuperar votos ante o forte crescimento de seu adversário Antanas Mockus." /

O candidato governista colombiano Juan Manuel Santos relançou sua estratégia de campanha presidencial, com a inclusão de um polêmico assessor venezuelano assinalado como mestre da propaganda suja, em uma tentativa de recuperar votos ante o forte crescimento de seu adversário Antanas Mockus." /

Candidato colombiano Santos troca equipe por 'mestre da propaganda suja'

O candidato governista colombiano Juan Manuel Santos relançou sua estratégia de campanha presidencial, com a inclusão de um polêmico assessor venezuelano assinalado como mestre da propaganda suja, em uma tentativa de recuperar votos ante o forte crescimento de seu adversário Antanas Mockus.

AFP |

O candidato governista colombiano Juan Manuel Santos relançou sua estratégia de campanha presidencial, com a inclusão de um polêmico assessor venezuelano assinalado como mestre da propaganda suja, em uma tentativa de recuperar votos ante o forte crescimento de seu adversário Antanas Mockus.

Santos anunciou na noite de segunda-feira uma mudança radical na estratégia, organização e na mensagem de sua campanha, com a renovação de seu quadro de assessores, especialmente no que diz respeito à publicidade e mídia.

Isto ocorreu após a publicação da última pesquisa de opinião, na qual o candidato do Partido Verde, Mockus, ficou na frente nas preferências com 38,7% das intenções de voto, seguido por Santos, ex-ministro da Defesa do presidente Alvaro Uribe, com 26,7%.

"É o momento de fazer ajustes e corrigir o rumo. Milhares de vozes provenientes das regiões sentem que nossa campanha presidencial deve dar uma guinada. Quero anunciar que entendemos a mensagem. Revisamos a estratégia e hoje relançamos nossa campanha", disse Santos.

O anúncio, que incluiu a contratação do cientista político e publicitário venezuelano Juan José Rendón, surpreendeu os seus atuais assessores.

"Foi uma decisão tomada pelo candidato. Eu fiquei sabendo no domingo. Ele decidiu o que tinha que decidir, e então... ele é quem põe a mão no fogo", disse à AFP Ricardo Galán, estrategista de imprensa de Santos.

Galán, ex-porta-voz presidencial de Uribe e que lidava com a mídia na campanha do candidato governista, admitiu que a subida de Mockus nas pesquisas criou em Santos "a urgente necessidade de adotar medidas de confronto".

Santos "teve duas etapas: uma de soberba absoluta, onde acreditou já ser presidente e não fez muito, e agora (está) morto de susto ante o fenômeno Mockus. Quer fazer um remendo urgente contratando este polêmico personagem com o qual não estamos dispostos a trabalhar", disse à AFP outro de seus assessores.

Rendón - que ajudou nas campanhas de Porfirio Lobo, em Honduras, e do Partido Revolucionario Institucional, no México, entre outras - é questionado na Colômbia por setores que garantem que dirigiu "uma guerra suja" contra o liberal Rafael Pardo, ex-ministro da Defesa e atual aspirante à presidência.

O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 30 de maio. Caso nenhum dos dois candidatos alcance 50% dos votos, será realizado um segundo turno, no dia 20 de junho.

sab/ma

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