'Câncer dos EUA' será eliminado, diz acusado de tentar explodir avião

Nigeriano que teria promovido atentado fracassado insistiu em fazer a própria defesa, dispensando advogados

iG São Paulo |

AFP
O nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, autor do ataque frustrado em 25 de dezembro a um avião que voava de Amsterdã a Detroit, nos EUA
O jovem nigeriano acusado de tentar explodir um avião comercial com destino aos Estados Unidos no Natal de 2009 prometeu que os militantes islâmicos vão eliminar o "câncer dos EUA" e bradou que Anwar al-Awlaqui, morto na semana passada por um avião não-tripulado americano no Iêmen, está vivo.

"Os mujahedins eliminarão os Estados Unidos, o câncer dos Estados Unidos", gritou Umar Faruk Abdulmutallab, 24 anos, antes de bradar que "Anwar está vivo", em referência ao clérigo americano morto na semana passada.

Anwar al-Awlaqi, um dos líderes da rede terrorista Al-Qaeda, sempre foi vinculado pelas autoridades americanas à conspiração para explodir o voo Amsterdã-Detroit no Natal de 2009.

O réu, que insistiu em ser o responsável pela própria defesa, sofreu o primeiro contratempo durante a escolha do júri, quando a juíza Nancy Edmunds pediu uma breve pausa e determinou que ele vestisse um paletó e uma gravata.

O nigeriano, acusado de ter tentado matar quase 300 passageiros de um voo da Northwest Airlines de Amsterdã, na Holanda, a Detroit, demitiu os advogados e insistiu em assumir a própria defesa, apesar dos pedidos da juíza para que permitisse a atuação de um profissional. Ela acabou nomeando uma espécie de conselheiro de guarda para ajudar em sua preparação.

Abdulmutallab afirma que fará a própria alegação de abertura, no dia 11 de outubro, e interrogará as testemunhas durante um julgamento que deve demorar várias semanas.

O julgamento será acompanhado de perto, por acontecer pouco depois da morte de Anwar al-Awlaqi, um dos líderes da rede terrorista Al-Qaeda. Fontes da inteligência americana sempre vincularam o clérigo nascido nos Estados Unidos à conspiração para explodir o voo Amsterdã-Detroit no Natal de 2009.

O atentado planejado pelo nigeriano falhou quando os explosivos presos às suas roupas não detonaram e provocaram apenas um pequeno incêndio, o que permitiu aos passageiros e à tripulação deter o agressor.

Após a ação, os EUA adotaram novas medidas de segurança, incluindo polêmicos controles nos aeroportos e o aumento das listas de pessoas impedidas de embarcar.

Com AFP

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