Canadense preso em Guantánamo foi privado de sono antes de interrogatório

Um cidadão canadense preso na base militar americana de Guantánamo (Cuba) foi deliberadamente privado de sono por seus captores antes dos interrogatórios a que seria submetido, afirma nesta quinta-feira a imprensa local.

AFP |

Citando documentos oficiais divulgados por ordem judicial, a imprensa canadense indica que Omar Khadr era transferido de uma cela para outra a cada três horas para deixá-lo 'mais predisposto a falar', um método que as autoridades americanas chamam de "programa de viajante freqüente".

"Em intervalos de três horas ele era movido para outra cela, o que causava um sono interrompido e uma contínua mudança de companheiros de cela", afirma o informe da Divisão de Inteligência no Exterior do departamento de Relações Exteriores canadense.

Mais tarde, o preso foi colocado em isolamento durante três semanas e interrogado novamente.

Khadr é o detido mais jovem da chamada "guerra contra o terrorismo" dos Estados Unidos, acusado de matar um soldado americano com uma granada no Afeganistão.

amc/rpl/cn

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