Canadá tem 11 mortos e 859 desaparecidos no Haiti

Toronto (Canadá), 18 jan (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores do Canadá, Lawrence Cannon, informou hoje que 11 cidadãos do país morreram e outros 859 estão desaparecidos no Haiti depois do terremoto de terça-feira.

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Além disso, 947 canadenses foram retirados do país desde o dia 12 em dez voos realizados pela força aérea do país, disse Cannon durante uma entrevista coletiva concedida hoje em Ottawa.

Cannon organizou na noite de domingo uma teleconferência com seus colegas de nove países do continente americano, assim como com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, e o subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, Alain Le Roy.

Hoje, ao falar sobre os problemas no Haiti, o ministro canadense disse que a preocupação com a "violência civil é compartilhada por vários países", mas que a situação se resolverá com a capacidade para "entregar ajuda e estabilizar" o país.

Ontem, o Canadá anunciou o envio de mil soldados nos próximos dias para ajudar a manter a segurança no país. Este contingente se somará aos cerca de mil militares que o Canadá já enviou à região.

Além disso, chegaram hoje à capital haitiana, Porto Príncipe, a fragata "Halifax" e o destróier "Athabaskan" com quase 500 marinheiros e dezenas de toneladas de ajuda e equipamentos.

Durante a mesma entrevista coletiva, o ministro da Defesa canadense, Peter MacKay, disse que as consequências do terremoto "representam um grande desafio", mas que a ajuda internacional está tendo um efeito positivo.

"Havia pontos nos quais fomos capazes de proporcionar ajuda, indivíduos e equipamentos. Esses pontos de entrada estão sendo abertos com a chegada de mais equipamentos e seremos capazes de distribuir mais ajuda em todo o país. Mas é um desafio enorme", acrescentou MacKay.

O Canadá organizará no próximo dia 25, em Montreal, uma conferência ministerial do Grupo de Amigos do Haiti, que entre outras missões preparará uma cúpula internacional sobre o país caribenho para o próximo outono.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que pelo menos 16 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor.

EFE jcr/bba

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