Canadá poderá receber três prisioneiros de Guantánamo

OTAWA (Reuters) - O Canadá poderá aceitar três chineses muçulmanos da etnia uigur que estão presos na Baía de Guantánamo, em Cuba, apesar de já terem sido liberados para soltura, informou o jornal The Globe and Mail na quarta-feira. No total, há 17 uigures na prisão. Embora não sejam mais considerados combatentes inimigos, eles ainda permanecem em Guantánamo porque os Estados Unidos ainda não encontraram nenhum país disposto a aceitá-los.

Reuters |

O Globe disse que o ativista de direitos humanos uigur Mehmet Tohti encontrou-se com autoridades governamentais -- incluindo o ministro da Imigração canadense, Jason Kenney -- no dia 23 de janeiro e pediu que eles aceitassem os três homens.

"Houve um consenso positivo. Eles não foram contra", disse o ativista, segundo o jornal. O novo presidente dos EUA, Barack Obama, que visitará o Canadá no dia 19 de fevereiro, quer Guantánamo fechada dentro de um ano.

Tohti não estava disponível de imediato para comentar o assunto. Um porta-voz de Kenney afirmou que ele não poderia comentar casos específicos.

Em 2006, os EUA permitiram que cinco chineses muçulmanos libertados de Guantánamo fossem para a Albânia. O governo norte-americano disse que não pode mandar os uigures de volta para a China porque lá eles seriam perseguidos.

Muitos muçulmanos uigures, que são de Xinjiang, no extremo oeste da China, buscam maior autonomia para a região e alguns querem a independência. Pequim faz incansáveis campanhas contra o que chama de violentas atividades separatistas.

Caso o Canadá aceite os uigures, deverá chamar ainda mais atenção sobre o caso do canadense Omar Khadr - o único ocidental ainda preso em Guantánamo.

Khadr foi capturado aos 15 anos acusado de matar um soldado dos EUA com uma granada durante um confronto no Afeganistão em 2002.

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