Canadá pode aceitar 3 presos de minoria chinesa detidos em Guantánamo

Toronto (Canadá), 4 fev (EFE).- O Governo canadense considera aceitar três prisioneiros de Guantánamo de origem uigur, uma minoria étnica muçulmana chinesa, informou hoje o jornal The Globe and Mail.

EFE |

O periódico destacou que outros três detidos em Guantánamo, dos quais não deu mais detalhes, também pediram para ser enviados ao Canadá depois que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou o fechamento da prisão militar estabelecida na base naval americana, no sudeste de Cuba.

Um ativista uigur que trabalha para a defesa dos direitos humanos se reuniu recentemente com altos funcionários do Governo canadense para propor a chegada dos detidos ao Canadá, e afirmou à publicação que o país se mostrou receptivo à proposta.

Mehmet Tohti disse que, na reunião com o ministro de Imigração canadense, Jason Kenney, conselheiros do primeiro-ministro, Stephen Harper, e o titular de Assuntos Exteriores, Lawrence Cannon, os participantes não se opuseram à ideia.

Após o encontro, advogados de dois dos uigures apresentaram solicitações de refúgio no Canadá. O terceiro já tinha feito o pedido anteriormente.

A aceitação dos uigures no Canadá praticamente obrigaria o país a solicitar também o envio de Omar Khard, o único canadense detido em Guantánamo e que era menor quando foi preso.

Até agora, o Canadá se negou a reivindicar Khadr, acusado da morte de um soldado americano no Afeganistão em 2002, em contraste com a atitude de todos os demais Governos ocidentais que tiveram prisioneiros em Guantánamo.

Dois dias após chegar à Casa Branca, Obama assinou, em 22 de janeiro, uma ordem executiva para fechar, no prazo de um ano, a prisão que o país habilitou para os suspeitos de terrorismo em 2002 na base de Guantánamo, onde atualmente permanecem 245 presos. EFE jcr/db

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