Canadá não defenderá retorno de Cuba à OEA

Toronto (Canadá), 15 abr (EFE).- O Canadá não defenderá, 5ª Cúpula das Américas, o retorno de Cuba à Organização dos Estados Americanos (OEA), porque isto depende que o país tenha uma democracia representativa e respeito aos direitos humanos, afirmou hoje Dimitri Soudas, porta-voz do primeiro-ministro Stephen Harper.

EFE |

A posição canadense destoa da que foi manifestada pela maioria dos participantes da cúpula, que será realizada entre 17 e 19 de abril, em Trinidad e Tobago.

Diversos chefes de Estado e de Governo já anunciaram que cobrarão mais relaxamentos na política americana para Cuba ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que nesta semana já suspendeu restrições sobre viagens e remessas à ilha.

O porta-voz do Governo canadense reiterou, porém, que "o desejo de se integrar à OEA, obviamente dependerá do desejo de Cuba de seguir normas continentais de participação, incluindo democracia e respeito pelos direitos humanos".

Soudas repetiu em várias ocasiões que, "de toda forma, Cuba não está interessada em se reintegrar como membro da OEA".

A mensagem que, segundo ele, será levada pelo primeiro-ministro Stephen Harper à Cúpula das Américas será de rejeição a medidas protecionistas.

"A principal mensagem que o primeiro-ministro quer transmitir à Cúpula é a expansão das relações comerciais, assegurando que os mercados sigam abertos e, ao mesmo tempo, lutar contra o protecionismo", disse Soudas em entrevista coletiva.

Questionado sobre a política canadense para a região, o porta-voz referiu-se à América Latina como "nosso quintal".

"O continente americano continua sendo uma prioridade deste Governo, especialmente dada a atual recessão global", acrescentou.

EFE jcr/jp

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