Canadá assume Presidência do G8 com olhos em economia e meio ambiente

Toronto (Canadá), 31 dez (EFE).- O Canadá assume a partir de amanhã a Presidência do Grupo dos Oito (G8, sete países mais industrializados do mundo e a Rússia) com uma agenda dominada pela recuperação da economia, pelas negociações sobre a luta contra a mudança climática e pelo setor energético.

EFE |

O Canadá também será a sede das cúpulas dos líderes do G8, em 25 e 26 de junho, e do Grupo dos Vinte (G20, países ricos e principais emergentes), em 26 e 27 de junho.

Antes das cúpulas dos líderes dos dois grupos, o país também sediará a reunião de ministros e presidentes de bancos centrais do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), que será realizada em 5 e 6 de fevereiro na cidade de Iqaluit, quase no Círculo Polar Ártico.

A reunião dos responsáveis de finanças do G7 servirá para preparar os temas econômicos, principalmente a recuperação econômica e a reforma do sistema financeiro mundial, algo que os líderes do G8 discutirão em junho na cidade de Huntsville, a sede escolhida por Ottawa para a cúpula.

O ministro das Finanças canadense, Jim Flaherty, disse que "a reunião de fevereiro devolverá ao G7 suas raízes com um diálogo mais franco e concentrado".

Também em preparação para a cúpula do G8, Ottawa convocou os ministros de Assuntos Exteriores do grupo para uma reunião em 29 e 30 de março em Gatineau.

À espera de que o Governo do primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, ofereça detalhes sobre os aspectos concretos que centrarão sua Presidência do G8, os temas revelados pelos ministros de Finanças e Assuntos Exteriores indicam as linhas gerais que Ottawa quer seguir.

O Canadá foi duramente criticado durante a recente Cúpula da ONU sobre a Mudança Climática (COP15), em Copenhague, por sua resistência a adotar medidas contra o aquecimento global. Agora, o país quer utilizar a Presidência do G8 para melhorar sua imagem internacional no campo ambiental.

Fontes diplomáticas consultadas pela Agência Efe também apontaram que o Canadá quer usar esse período à frente do G8 para reforçar sua posição no grupo, ameaçada pela crescente importância geopolítica e econômica de Brasil, Índia e China.

O Canadá teme que a possível ampliação do G8 para incluir pelo menos estes três países, ou o desaparecimento do grupo em favor do G20, significará que sua capacidade de influir na cena internacional diminuirá.

Para as mesmas fontes, a decisão do Canadá de receber as cúpulas do G8 e do G20 de forma consecutiva, mas em duas cidades distintas - o G20 se reunirá em Toronto - é um esforço de Ottawa para manter ao máximo a distinção entre os dois grupos. EFE jcr/bba

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