Canadá anuncia medidas extraordinárias para agilizar adoções de haitianos

Toronto (Canadá), 20 jan (EFE).- O Governo do Canadá anunciou hoje que concederá permissões temporárias de residência para acelerar os casos pendentes de adoção de crianças haitianas, uma medida que o ministro de Imigração canadense, Jason Kenney, chamou de extraordinária.

EFE |

Durante uma entrevista coletiva concedida em Ottawa, Kenney disse que a medida poderia afetar pelo menos 100 casos e que o Canadá eliminará as taxas associadas aos processos.

O ministro de Imigração também declarou que as autoridades haitianas adotaram um processo acelerado de adoções para facilitar a saída do país de crianças que serão recebidas por famílias estrangeiras.

No entanto, esclareceu que os pedidos de adoção apresentados depois do terremoto que atingiu o país caribenho no último dia 12 precisam seguir um processo mais lento.

"É prática internacional tentar primeiro que as crianças que ficaram órfãs encontrem lares em seus próprios países antes de levá-las em outros", disse.

"No longo prazo, consideramos como podemos trabalhar com organizações internacionais como o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) para trazer órfãos ao Canadá para sua adoção", acrescentou Kenney.

O ministro de Assuntos Exteriores canadense, Lawrence Cannon, informou hoje que 13 canadenses morreram no terremoto, enquanto 543 cidadãos do país estão desaparecidos em território haitiano.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado hoje que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras. EFE jcr/bba

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