Camponeses paraguaios anunciam mais protestos contra o governo

ASSUNÇÃO (Reuters) - Camponeses paraguaios anunciaram nesta terça-feira que intensificarão os protestos contra o governo do presidente Fernando Lugo, que pediu paciência para que possa cumprir um grande processo de reforma agrária. Os camponeses planejaram uma grande manifestação em todo o país, mas o mal tempo dificultou os planos impedindo muitos agricultores de saírem de seus campos, disse à Reuters um porta-voz da Federação Nacional Campesina (FNC), que organizou o protesto.

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Os líderes da mobilização se reuniram na sede do governo com Lugo, de quem pedem respostas aos seus pedidos de reforma agrária, saúde, educação e subsídios para o setor que sofre com as consequências de uma prolongada seca que reduziu a produção de itens de subsistência.

"Vamos sair com muito mais força para denunciar a inoperância, até este momento, do governo atual", disse a jornalistas o dirigente Odilón Espínola.

"Seguimos no mesmo processo, com o compromisso de acelerar, mas não há nada concreto", acrescentou.

Lugo, que chegou ao poder há 10 meses apoiado por organizações sociais e sindicais, reafirmou o compromisso de seu governo de levar adiante a reforma agrária que este ano finaliza a entrega de 40 mil hectares a cerca de 20 mil pessoas.

"Não enganamos a população, dissemos que (a reforma agrária) iria fazer parte de um processo que iria até 2023", disse o presidente em coletiva de imprensa.

(Reportagem de Mariel Cristaldo e Daniela Desantis)

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