Camponeses e grupos de esquerda fazem protesto no Paraguai

Assunção, 10 ago (EFE).- Grupos camponeses e movimentos de esquerda paraguaios começaram hoje um protesto de cinco dias para exigir a renovação da Corte Suprema e repudiar a gestão do Congresso.

EFE |

A imprensa local informou que, até agora, a manifestação convocada em Assunção e em 11 departamentos do país está tendo pouca participação.

De acordo o ministro do Interior paraguaio, Rafael Filizzola, do Partido Democrático Progressista (PDP), não foram registrados incidentes nas primeiras horas de protestos.

Já no departamento de San Pedro, onde as organizações de camponeses "sem-terra" são muito ativas, existem 18 pontos de concentração, segundo um dos coordenadores da mobilização.

Em Assunção, os protestos são feitos por seguidores de grupos de esquerda integrantes da Aliança Patriótica para a Mudança (APC, em espanhol).

As manifestações terminarão em 14 de agosto, um dia antes de o presidente Fernando Lugo completar um ano de mandato.

Uma das principais reivindicações dos manifestantes é a renovação da Corte Suprema, que foi herdada do Governo anterior.

Esta proposta fez parte das promessas de campanha de Lugo, mas a mudança dos membros do Supremo só pode acontecer através de um julgamento político promovido pelo Congresso ou pela renúncia de seus membros.

Outro motivo de reclamação é a gestão do Parlamento, visto pelos manifestantes como um representante da direita. EFE.

rg/plc

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