Campo magnético revela composição da superfície de Mercúrio

Washington, 3 jul (EFE) - Cientistas americanos determinaram a composição da atmosfera e da superfície de Mercúrio através da medição das partículas carregadas em seu campo magnético, revelou um estudo publicado hoje pela revista Science. Segundo os cientistas da Universidade de Michigan, essa atmosfera contém silicatos, sódio, enxofre e até íons de água. Os íons são átomos ou moléculas que perderam ou ganharam elétrons passando a ter carga elétrica positiva ou negativa.

EFE |

Por outro lado, a magnetosfera está repleta de espécies iônicas, tanto atômicas quanto moleculares e é mais complexa que a de Io, uma lua de Júpiter que possui atividade vulcânica.

Essa medição foi feita pelo Espectrômetro de Plasma de Imagem Rápida (FIPS) da sonda "Messenger", que realizou em janeiro deste ano a primeira de três aproximações previstas para Mercúrio.

"Agora sabemos mais de Mercúrio, muito mais do que podíamos imaginar", apontou Thomas Zurbuchen que dirige as operações de FIPS na sonda.

O planeta mais próximo do Sol recebeu visitas da sonda Mariner 10 entre 1974 e 1975 e desde suas primeiras observações os cientistas tinham especulado sobre a influência do campo magnético e dos ventos solares sobre a superfície e a fina atmosfera do planeta (exosfera).

De acordo com a análise preliminar dos dados apresentados pelo Messenger, os cientistas apontam que é possível que as moléculas detectadas no ambiente espacial de Mercúrio tenham sido desalojadas da superfície e da exosfera pelos ventos solares que são uma corrente de partículas carregadas.

Esse vento procedente do Sol castiga Mercúrio e lança as partículas da superfície e da atmosfera para o espaço, onde foram medidas por FIPS.

"É como se tivéssemos feito uma perícia de Mercúrio. Esta aproximação realizou uma primeira verificação da composição da superfície do planeta", disse. EFE ojl/bm/db

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