Campo faz gesto de aproximação com Governo argentino, mas mantém greve

Buenos Aires, 14 mai (EFE) - As patronais agropecuárias da Argentina enviaram hoje sinais de aproximação ao Governo um dia antes de definir se estendem no tempo seus protestos contra a pressão fiscal em direção ao campo.

EFE |

As entidades rurais destacaram o discurso "conciliador" pronunciado hoje pela presidente do país, Cristina Fernández, que, em um comício partidário, pediu o "fim dos confrontos", ao considerar que "só servem para dividir".

Eduardo Buzzi, titular da Federação Agrária Argentina, um dos agrupamentos em conflito com o Executivo, disse que lhe pareceu "muito bem" que a governante "fale de um reencontro e de unir os argentinos".

O dirigente avaliou que apesar de "não estar resolvido como querem os produtores de todo o país", o esquema de impostos móveis às exportações de grãos, a medida governamental que faz dois meses gerou os protestos do campo, "a atitude da presidente não agrava a situação, mas a tranqüiliza".

"Apesar de (Cristina) não ter mencionado o campo, de todas as formas acho que foi um discurso conciliador, pois mencionou a busca de um reencontro dos argentinos", indicou por sua vez Fernando Gioino, presidente da Confederação Intercooperativa Agropecuária.

A greve comercial de oito dias convocada pelo setor agropecuário terminará amanhã e foi acompanhada de manifestações e bloqueios temporários de estradas em diferentes pontos do país.

Alguns produtores pretendem manter a medida de força por tempo indeterminado perante a falta de respostas do Governo a suas demandas, mas outros preferem retomar as negociações com as autoridades.

As patronais rurais resolveram retomar a greve após mais de um mês de "trégua", pois o Executivo não aceita discutir a política fiscal para o setor, que foi o estopim da paralisação de três semanas que tinham realizado em março.

Os dirigentes do campo levaram suas reivindicações ao Parlamento e amanhã se reunirão com Hermes Binner, governador da província de Santa Fé, uma das maiores produtoras de alimentos do país. EFE hd/db

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