Campo de prisioneiros de Guantánamo

O centro de prisioneiros da base naval americana de Guantánamo (Cuba) tornou-se um símbolo dos excessos da guerra contra o terrorismo da administração George W. Bush.

AFP |

Mais de 800 homens e adolescentes já passaram pelo centro desde sua abertura em janeiro de 2002, e cerca de 270 ainda se encontram nele, a maior parte sem acusações formais.

As fotografias das celas a céu aberto que rodaram o mundo por muito tempo agora dividem espaço com ervas daninhas e iguanas. Até mesmo os hangares onde os prisioneiros foram tratados como cachorros estão praticamente vazios agora. Hoje, a maior parte dos prisioneiros está em duas prisões modernas construídas sobre o modelo de penitenciárias de alta segurança dos Estados Unidos.

Os prisioneiros ficam sozinhos nas celas, iluminadas permanentemente e de onde saem apenas duas horas por dia, para uma recreação em um espaço um pouco maior.

Só um prisioneiro, o australiano David Hicks, foi condenado em um tribunal militar de exceção, após se declarar culpado de apoio ao terrorismo no âmbito de um acordo que reduz a sua pena para nove meses de prisão. Atualmente, vive livre em seu país.

Cerca de vinte outros prisioneiros foram acusados de crimes de guerra, mas nenhum processo real começou ainda.

Os dois sucessores potenciais do presidente Bush, o republicano John McCain e do democrata Barack Obama, comprometeram-se a fechar o centro de detenção, evocando sua imagem desastrosa no cenário internacional, sem informarem o que se propunham a fazer com os prisioneiros.

Até mesmo Bush várias vezes citou o seu "objetivo" de fechar o centro de detenção, mas o seu ministro da Defesa, Robert Gates, recentemente reconheceu que os Estados Unidos estavam num impasse, principalmente devido aos prisioneiros que não desejam manter, mas que não encontram países dispostos a acolhê-los.

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