Campo argentino volta a reivindicar medidas ao Governo

Buenos Aires, 23 ago (EFE) - As principais entidades agropecuárias da Argentina voltaram hoje a reivindicar ao Governo soluções concretas para os problemas do setor, que, na primeira metade do ano, protagonizou uma onda de protestos contra as políticas oficiais.

EFE |

Os dirigentes da Federação Agrária Argentina (FAA), da Confederação Intercooperativa Agropecuária (Coninagro), das Confederações Rurais Argentinas (CRA) e da Sociedade Rural Argentina (SRA) presidiram hoje uma assembléia em Olavarría, a 350 quilômetros de Buenos Aires, perante cinco mil produtores rurais.

O titular da FAA, Eduardo Buzzi, advertiu em entrevista coletiva de que "o problema agropecuário não se resolveu", apesar de o Governo ter suspendido o esquema de tributos móveis às exportações de grãos que detonou um forte conflito com o campo.

O dirigente disse que deve ter início um "tempo de consensos" e pediu ao Governo da presidente Cristina Fernández de Kirchner para "não impor" medidas sem dialogar com o setor.

Buzzi considerou o novo secretário de Agricultura, Carlos Cheppi, "uma pessoa tecnicamente sólida", que "conhece bem a produção" do setor, mas lamentou que o Governo não tenha cumprido a promessa de que a Chefia de Gabinete receberia as entidades rurais mensalmente.

Os líderes agrários asseguraram que não obtiveram do Executivo "respostas" para solucionar os sérios inconvenientes que atividades como a pecuária, o cultivo de trigo e a produção de leite e derivados atravessam.

O titular da Federação Agrária afirmou que, se não for possível avançar e obter consensos, não será o campo que acabará com a ponte de diálogo com o Governo, mas afirmou que o setor recorrerá ao Parlamento para conseguir medidas beneficentes para o campo.

O presidente das CRA, Mario Llambías, advertiu que o Governo deve tomar medidas para "melhorar a rentabilidade do setor" agropecuário, como "tirar muitos impedimentos" impostos pelo Escritório Nacional de Controle Comercial Agropecuário (ONCCA) e pela Secretaria de Comércio Interior, que dificultam as exportações.

O conflito entre o campo e o Governo teve início em 11 de março, quando o Governo ditou uma resolução que tornou obrigatórios impostos móveis sobre as exportações de trigo, girassol, soja e milho. EFE nk/ab/db

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