Campbell e Suu Kyi se reúnem para falar sobre eleições em Mianmar

Bangcoc, 10 mai (EFE).- O secretário de Estado adjunto dos Estados Unidos para a Ásia Oriental e o Pacífico, Kurt Campbell, e a principal opositora birmanesa e Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, se encontram hoje em Yangun, Mianmar.

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Bangcoc, 10 mai (EFE).- O secretário de Estado adjunto dos Estados Unidos para a Ásia Oriental e o Pacífico, Kurt Campbell, e a principal opositora birmanesa e Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, se encontram hoje em Yangun, Mianmar. Suu Kyi, de 64 anos, saiu de sua casa, na qual cumpre uma pena de 18 meses de detenção, em um veículo oficial que a levou à casa de convidados do Governo onde se realiza a reunião, segundo fontes da dissidência. Embora não tenham sido dados detalhes concretos do que se falará na reunião, esta viagem de dois dias de Campbell é para tratar das eleições gerais que serão realizadas este ano, as primeiras em duas décadas. Suu Kyi não poderá participar das eleições, por causa da pena que cumpre, e seu partido, a Liga Nacional para a Democracia (LND), deixou de existir como legenda política na semana passada, ao não se inscrever perante a nova Comissão Eleitoral em protesto pelas leis aprovadas. A legenda de Suu Kyi decidiu boicotar o pleito, cuja data exata de realização não foi anunciada, ao considerar que a Constituição promulgada há dois anos pela Junta Militar e as leis posteriores são antidemocráticas e garantem a permanência dos generais no poder. Cambbell chegou Mianmar (antiga Birmânia) no domingo para falar com as autoridades e outros protagonistas da política birmanesa sobre o pleito. "Nossa equipe quer ter a oportunidade de ver diretamente quais são os planos (oficiais) em termos gerais para todo o processo eleitoral (...) Considero importante dialogar com o Governo e também com figuras políticas de fora dele", disse Campbell, em entrevista coletiva em Bangcoc antes de ir para Yangun. A Casa Branca considera "muito problemática" a lei eleitoral aprovada este ano pelo regime birmanês assim como o clima político vivido pelo país. EFE zm/ma

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