Campanha eleitoral no Equador é centrada em ataques

Quito, 20 abr (EFE).- A campanha eleitoral no Equador, que termina à meia-noite (local) da próxima quinta-feira, foi centrada hoje nos ataques verbais entre o presidente Rafael Correa, candidato à reeleição, e os aspirantes opositores.

EFE |

Correa, que hoje foi à cidade andina de Cuenca, no sul do país, acusou um de seus oponentes, o ex-presidente Lúcio Gutiérrez, de mentir quando alega que em seu Governo (de janeiro de 2003 a abril de 2005) não aplicou medidas de ajuste econômico contra a população.

Gutiérrez assegura que em seu mandato os preços dos produtos básicos não subiram, como acontece atualmente.

Além disso, o chefe do Estado assinalou que seus adversários se dedicaram a agredi-lo na campanha, porque "sabem que vão perder" as eleições gerais do próximo domingo.

No entanto, Gutiérrez assegurou em um comício em Guayaquil que as pesquisas que têm em suas mãos indicam um empate técnico entre ele e Correa.

"O importante disto é que haverá segundo turno em 14 de junho", disse.

Gutiérrez também pediu que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) impeça a alteração dos resultados eleitorais e que Correa possa fazer proselitismo político depois da quinta-feira, dia em que acaba a campanha eleitoral.

O opositor disse temer que Correa, aproveitando sua condição de chefe do Estado, possa usar meios de comunicação depois do fechamento da campanha para se promover.

A outra candidata presidencial, a socialista Martha Roldós, expressou sua preocupação com o método que será usado pelo CNE para a apuração preliminar de votos.

Roldós duvidou da efetividade das denominadas "juntas intermédias", criadas pelo CNE para agilizar a apuração preliminar.

O candidato Álvaro Noboa, também na oposição, pediu o voto de seus compatriotas para defender a dolarização da economia nacional, adotada desde o ano 2000, pois assegurou que Correa pretende eliminar esse sistema monetário, o que é negado pelo atual governante.

Noboa, um multimilionário que tenta pela quarta vez consecutiva chegar à Presidência, disse em um comício em Guayaquil (sua cidade natal) que a população local precisa se defender dos supostos abusos de poder de Correa.

"Se querem ajudar Guayaquil, têm de votar em Álvaro Noboa para presidente", assegurou o magnata. EFE fa/mh

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