Campanha eleitoral israelense entra na semana final

Por Ari Rabinovitch JERUSALÉM (Reuters) - Uma carreata com faixas e a música alta do partido de direita Likud, em Israel, passa pelas ruas de Jerusalém Oriental, árabe, anunciando para todo mundo: Bibi está chegando.

Reuters |

Minutos mais tarde, Benjamin Netanyahu, o líder da oposição à frente nas pesquisas de opinião para a eleição israelense de 10 de fevereiro, chega ao sítio arqueológico conhecido como Cidade de Davi, do lado de fora dos muros da Cidade Velha.

Cercado por dezenas de fotógrafos - um nível de atenção não recebido pelos candidatos rivais --, Netanyahu passou pela multidão com um sorriso e uma mensagem clara.

"O governo do Likud manterá Jerusalém unida sob a soberania israelense", disse Netanyahu, conhecido em Israel pelo apelido de infância, "Bibi".

Os palestinos querem que Jerusalém Oriental, conquistada por Israel durante uma guerra em 1967, seja a capital do Estado que desejam estabelecer na Cisjordânia e na Faixa de Gaza. Em 2000, um levante palestino foi iniciado após a visita do então líder da oposição Ariel Sharon a um ponto sagrado reverenciado por muçulmanos e judeus na Cidade Velha.

Na segunda-feira, porém, durante o breve passeio de Netanyahu do lado de fora dos muros, o único protesto palestino foi tão contido quando a campanha eleitoral israelense - os gritos quase inaudíveis de um único homem em cima de um telhado nas proximidades.

Netanyahu e seus principais rivais na corrida eleitoral -- a ministra das Relações Exteriores, Tzipi Livni, do partido governista Kadima, de centro, e o ministro da Defesa Ehud Barak, líder do partido Trabalhista - suspenderam a campanha durante os 22 dias de ofensiva israelense em Gaza.

A campanha eleitoral não ganhou muito impulso após o cessar-fogo, iniciado em 18 de janeiro. Em boa parte, os grandes comícios de rua foram substituídos pela propaganda dos partidos na TV e pelos discursos dos candidatos a formadores de opinião e grupos empresariais.

Tanto Netanyahu quanto Barak recusaram o chamado de Livni para um debate. As pesquisas de opinião prevêem que o Likud obtenha cerca de 29 cadeiras no Parlamento, formado por 120 membros, número suficiente para estabelecer um governo de coalizão. As pesquisas indicam que o Kadima ficará com 24 cadeiras e o partido Trabalhista, com cerca de 17.

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