Campanha eleitoral entra na semana decisiva na Alemanha

Berlim, 21 set (EFE).- Os partidos alemães entraram hoje na reta final da campanha para as eleições gerais do próximo domingo com o claro posicionamento de que os democratas-cristãos e liberais farão uma aliança de Governo, que as restantes formações dizem não acreditar.

EFE |

"Nós vamos cumprir depois das eleições o que prometemos antes delas", disse hoje o presidente do Partido Liberal (FDP), Guido Westerwelle, atualmente o partido mais cortejado pela democratas-cristãos, social-democratas e até os verdes.

Westerwelle refere-se com isso à incredulidade manifestada por social-democratas e verdes após rejeitar uma coalização tripartidária com os liberais.

"Com o encadeamento à União (CDU/CSU), o FDP espera tirar proveito, mas no final será diferente. É muito provável que os liberais se estatelem pela quarta vez consecutiva contra a parede", desejou nesta segunda-feira o candidato social-democrata, Frank-Walter Steinmeier, quem não acredita que os liberais prefiram a oposição ao Governo.

"Tem que seguir existindo um partido que possa dizer: nenhum cargo ministerial é suficiente para romper uma palavra de honra", foi resposta imediata de Westerwelle.

O problema de Steinmeier é que a rejeição de Westerwelle só deixa aberta a opção de uma reedição da grande coalizão com os democratas-cristãos, embora estes não tenham vontade de renovar o casamento.

A chanceler federal, Angela Merkel, quem até poucos dias ainda parecia preferir secretamente a grande coalizão, declarou ser favorável a uma aliança de centro-direita como a melhor opção para os próximos quatro anos.

Os liberais não são somente o aliado natural dos democratas-cristãos, mas, por ser um partido pequeno, uma coalizão com estes concederia à CDU e a CSU automaticamente teria maior peso dentro de um Governo, maior número de ministros inclusive.

Nesta segunda-feira, Westerwelle tentou convencer que a sua opção definitiva, apesar da insistência dos que duvidam da posição do partido, que há 12 anos está com o Governo da Alemanha e agora quer caminhar por uma legislatura na oposição.

"Como querem que funcione uma aliança com dois partidos que nos veem como a encarnação do mal?", perguntou o líder liberal e virtual ministro de Exteriores, sobre as suas previsões sejam cumpridas.

Para Steinmeier, ficou o papel de insistir na demonização de um Governo formado por democratas-cristãos e liberais, que é considerado um passo atrás rumo à política dos anos 90, o retorno da energia nuclear e o desmantelamento dos direitos dos trabalhadores.

Enquanto o SPD lançava críticas severas contra a coalizão de centro-direita, a União Social-Cristã da Baviera (CSU) aprovava em um pequeno congresso um programa de Governo no qual se somava à reivindicação dos liberais de aprovar uma forte descarga fiscal promotor durante a próxima legislatura.

Com isso, a CSU toma distância da CDU de Merkel, que não vê margem para grandes alívios tributários, mas se alinha com o FDP, partido com a qual está alinhado nos aspectos sociais. EFE ih/dm

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG