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Campanha de Obama critica McCain por uso da política do medo

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, continuou nesta terça-feira sua ofensiva contra o rival John McCain, após um dos conselheiros do republicano afirmar que um ataque terrorista em solo americano iria beneficiar as aspirações do senador pelo Arizona de chegar à presidência.

AFP |

Apesar das desculpas expressas pelo consultor, o estrategista de campanha Charlie Black, e do próprio McCain desmentir a afirmação, a campanha de Obama afirma agora que Black demonstrou a tática eleitoral dos republicanos: da "política do medo".

Richard Ben-Veniste, membro da Comissão de inquérito oficial sobre os atentados de 11 de setembro de 2001, declarou que Black havia delatado "uma sincera e muito decepcionante idéia de pensar" da campanha McCain.

Citado pela campanha de Obama, Ben-Veniste, que evitou sugerir que McCain demitisse Black, recordou a utilização da segurança nacional feita pelo presidente George W. Bush nas eleições de 2004.

Ele afirmou ainda que, assim como em 2004, os republicanos estão explorando o medo do terrorismo "para fins políticos".

"É importante que os candidatos discutam os seus pontos de vista sobre a segurança nacional dos Estados Unidos sem utilizar a política do medo, que dominou durante muito tempo e distorceu a discussão", disse.

Obama insiste que "McCain-Bush" tornou os Estados Unidos "menos seguros" e que o Iraque é um viveiro de extremistas.

O governador do Minnesota, Tim Pawlenty, um dos favoritos da imprensa americana para se tornar vice de McCain, tentou colocar panos quentes nas declarações de Black, feita durante uma entrevista para a revista Fortune, na segunda-feira.

"Acho que Charlie provavelmente quis dizer que há uma percepção, e realmente existe, que John McCain tem melhores credenciais que Barack Obama sobre questões de segurança nacional e relações internacionais, mas reconheceu que a declaração foi inapropriada", disse Pawlenty à Fox News.

Black, um antigo lobista de em Washington que faz parte do círculo mais próximo dos conselheiros do candidato republicano, pediu desculpas na segunda-feira por ter dito que McCain "teria grande vantagem" caso ocorresse um atentado nos Estados Unidos.

jit/fb

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