Campanha de McCain acusa Obama de explorar fator racial

Washington, 31 jul (EFE) - A campanha de John McCain acusou hoje o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, de explorar o fator racial depois que esse disse que os republicanos assustarão os eleitores e dirão que o senador por Illinois não se parece com os outros presidentes nas notas de dólar. Se vencer as eleições de 4 de novembro, Obama se transformaria no primeiro presidente negro dos Estados Unidos. As únicas pessoas que aparecem nas cédulas de dólar são brancos, a maioria deles ex-presidentes.

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O assunto da raça de Obama tinha sido até agora praticamente um tabu na campanha, mas a equipe do senador republicano John McCain decidiu hoje levantar a questão.

"Barack Obama explorou o fator racial (...) é algo que divide, é negativo, vergonhoso e errado", assegurou hoje Rick Davis, o diretor da campanha de McCain.

Já os partidários de Obama alegaram que seus comentários não tinham nada a ver com raça.

"Barack Obama não acredita de forma alguma que a campanha de McCain esteja utilizando a raça como um fator, mas sim crê que estão utilizando os mesmos velhos truques políticos de sempre para distrair os eleitores dos verdadeiros assuntos nesta campanha", disse o porta-voz do senador democrata, Bill Burton.

Obama tinha assegurado na quarta-feira que os republicanos tentariam instigar medo para se manter na Casa Branca, em resposta a um anúncio da campanha de McCain no qual o democrata é comparado com celebridades como Paris Hilton e Britney Spears e que questiona sua capacidade de liderança.

"O que vão fazer é que me colocarem medo", disse o senador na quarta-feira.

Ele mencionou que os adversários políticos tentariam apresentá-lo como alguém que não é suficientemente patriota, que tem um nome diferente e que "não se parece com todos os outros presidentes que aparecem nas notas de dólar".

A troca de acusações entre os dois candidatos à Casa Branca é o último exemplo de uma campanha cada vez mais negativa, apesar das promessas tanto de Obama quanto de McCain de que não recorreriam às táticas de sempre.

As últimas pesquisas mostram que a disputa entre os dois "presidenciáveis" está muito acirrada, sobretudo em estados chaves como Ohio e Flórida. EFE tb/db

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