"Camisas vermelhas" ignoram ameaça de despejo em Bangcoc

Bangcoc, 3 mai (EFE).- Os manifestantes conhecidos por "camisas vermelhas" continuaram hoje ocupando o centro comercial de Bangcoc, apesar da advertência do primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, de que serão despejados.

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Bangcoc, 3 mai (EFE).- Os manifestantes conhecidos por "camisas vermelhas" continuaram hoje ocupando o centro comercial de Bangcoc, apesar da advertência do primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, de que serão despejados. A ocupação dessa região de Bangcoc está colocando à prova a tremenda paciência dos cidadãos e, sobretudo, de milhares de empresários que tiveram de fechar seus negócios. Diversos hotéis de luxo, alguns dos mais modernos shoppings, prédios de escritórios de empresas locais e internacionais, e estabelecimentos famosos. "Estamos fechados há um mês, desde que começaram os conflitos. Esperemos que não dure muito mais tempo. Poderia agüentar mais uma semana, 15 dias ou um mês. Mas não mais que isso. Confio que cheguem a um acordo", disse Fernando Andrés, co-proprietário e cozinheiro chefe de "La Rioja", um restaurante espanhol na cidade. A fatura da ocupação, que afeta dezenas de milhares de empregados das empresas que fecharam suas portas, é difícil de quantificar. Só em Bangcoc mais de 63 mil pessoas perderam seus empregos, e o Governo estima que diminuirá o Produto Interno Bruto (PIB) entre 1 e 2 pontos percentuais. Ao invés de um distrito comercial parece um campo de batalha. Os "camisas vermelhas" da Frente Unida para a Democracia e contra a Ditadura protestam nas ruas desde 14 de março para exigir a dissolução do Parlamento e a realização de eleições antecipadas, mas apesar da persistência e da atitude desafiadora, não conseguiram dobrar ao Governo de Vejjajiva, líder do Partido Democrata e educado na Universidade de Oxford. Desde o início dos protestos, 27 pessoas morreram e quase 1 mil ficaram feridas nos focos de violência. EFE mfr-grc/dm

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