Caminhão da caravana de Obama é roubado e recuperado em seguida

Veículo continha equipamentos avaliados em US$ 200 mil e estava parado em estacionamento de hotel em Virgínia quando foi levado

iG São Paulo |

Um caminhão da caravana do presidente Barack Obama , que continha um teleprompter, além de palanques, equipamentos de som e selos presidenciais foi roubado e recuperado em seguida pelas autoridades dos Estados Unidos, informaram funcionários do Pentágono nesta terça-feira.

AFP
Presidente Barack Obama abraça mulher antes de voltar ao seu ônibus depois de uma parada em um restaurante em Reidsville, Carolina do Norte

O caminhão branco foi roubado na segunda-feira enquanto estava parado no estacionamento de um hotel nos arredores de Richmond, na Virgínia. O veículo foi encontrado pouco depois perto do estacionamento de outro hotel próximo ao Aeroporto Internacional de Richmond, segundo informou a televisão local WWBT/NBC12. "Acreditamos que não havia informação confidencial ou sensível no veículo", disse George Little, porta-voz do Pentágono, que não pôde informar se algo havia sido roubado.

O veículo continha material avaliado em US$ 200 mil, inclusive o teleprompter do presidente, que permite a Obama ler seus discursos escritos sem que pareça que está consultando um texto. O motivo do roubo não era conhecido até o momento. "Obviamente levamos esse incidente a sério e há uma investigação em andamento", disse Little.

Na segunda-feira, Obama iniciou um giro de três dias de ônibus pelos Estados da Carolina do Norte e Virgínia, estratégicos para a eleição presidencial de 2012 , com o objetivo de fazer campanha a favor de seu plano de emprego . No segundo dia de viagem, o presidente americano centrou esforços no cortejo de eleitores desses dois Estados, onde teve uma vitória apertada em 2008.

Obama está usando a a viagem não apenas para testar uma mensagem mais contundente e populista em sua busca por um segundo mandato, mas também para avaliar se os dois Estados tradicionalmente conservadores que ele conquistou na eleição de 2008 permanecerão ao seu lado em 2012. Há indícios de que isso pode ser difícil, em meio à insatisfação pública com a economia estagnada e o alto índice de desemprego.

Obama, cuja reeleição pode depender de sua capacidade de incentivar as contratações, está pressionando os republicanos em Washington a aprovar por partes seu pacote de US$ 447 bilhões para a geração de empregos. Sua estratégia consiste em forçar os republicanos a aceitar suas propostas, sob pena de serem retratados como obstrucionistas que criam obstáculos à recuperação econômica no momento em que esquenta a campanha para as eleições presidencial e legislativas de novembro de 2012.

Os republicanos enxergam o plano de Obama como repleto de gastos perdulários e aumentos de impostos sobre os americanos mais ricos, o que, para eles, é prejudicial à geração de empregos, e acusam o presidente democrata de manobras eleitorais. O impasse em agosto levou os EUA à beira da moratória, até que democratas e republicanos acordaram as linhas gerais de um plano de corte do déficit, como parte de um acordo para elevar o teto da dívida americana.

Enquanto o ônibus blindado preto de Obama seguia viagem, seria difícil negar que o presidente ingressou em modo completo de campanha nos Estados nos quais, para especialistas políticos, uma vitória é imprescindível para ele no próximo ano. Os discursos que Obama fez para multidões entusiasmadas em um aeroporto da Carolina do Norte e um ginásio colegial na segunda-feira, no início da viagem de três dias, foram marcados por ataques contra os republicanos, que ele exortou a "fazerem a coisa certa" com relação aos empregos.

Mesmo alguns dos partidários democratas de Obama expressaram dúvidas quanto a suas perspectivas de vitória na Carolina do Norte em 2012, preocupação que se estende a alguns Estados do oeste e meio-oeste cuja preferência partidária não é certeira. Obama discursa em uma faculdade pública em Jamestown, Carolina do Norte, antes de partir para a Virgínia para o último dia de seu giro.

Com AFP, EFE e Reuters

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