Cameron e Obama conversarão para tentar diminuir tensão por vazamento

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e o presidente americano, Barack Obama, conversarão hoje por telefone

EFE |

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e o presidente americano, Barack Obama, conversarão hoje por telefone numa tentativa de diminuir a tensão bilateral surgida por causa do vazamento de petróleo em uma plataforma da British Petroleum (BP) no Golfo do México. A ligação de Obama para Cameron está marcada para as 12h de Brasília de hoje, informou o Governo americano nesta sexta-feira. Cameron foi criticado no Reino Unido, inclusive por membros de seu partido, como o prefeito de Londres, Boris Johnson, por não sair em defesa da BP após as duras declarações realizadas por Obama contra a companhia britânica. Até agora, a postura do Reino Unido é de que não há uma "retórica antibritânica" nos EUA em relação ao acidente, como manifestou Johnson. O vice-primeiro-ministro, Nick Clegg, disse na sexta-feira em Madri que Londres não permitirá que o assunto se transforme em "um olho por olho, dente por dente político". Cameron conversou por telefone nas últimas horas com o presidente da companhia petrolífera, Carl-Henric Svanberg, após retornar do Afeganistão e garantiu que "é do interesse de todos que a BP continue sendo uma companhia financeiramente forte e estável".

Entretanto, Cameron disse entender a frustração de Obama com a catástrofe e ressaltou que ele também está "frustrado e preocupado com os danos ambientais causado pelo vazamento". Antes da conversa com Cameron, Svanberg se reuniu na noite de sexta-feira com o ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne. Na quarta-feira, deve se encontrar com Obama após ser convocado para uma reunião na Casa Branca.

Obama fará a convocação antes de sua quarta viagem à região do Golfo do México para coordenar os esforços para conter os danos do vazamento. Segundo o Governo do Reino Unido, a conversa será "rotineira" e não vai acontecer por causa da beligerância verbal demonstrada pelo presidente americano contra a BP. Além disso, a BP desmentiu as informações segundo as quais deve suspender a repartição de dividendos a seus acionistas, algo que envolveria uma quantia de sete bilhões de libras (US$ 10,189 bilhões), como pediu Obama.

Fontes da BP lembraram que há mais acionistas da companhia petrolífera nos EUA (40%) do que no Reino Unido (30%). Por isso, a futura estabilidade financeira da companhia deveria ser alvo de preocupação dos dois lados do Atlântico. As ações da BP fecharam na sexta-feira em alta de 7,2% na bolsa de Londres, recuperando totalmente as perdas da quinta-feira. Entretanto, o valor dos títulos da companhia caiu 36% desde o começo da crise originada com o acidente no Golfo do México. EFE fpb/bba

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