Cameron acusa Argentina de 'colonialismo' no caso Malvinas

Segundo premiê britânico, os habitantes querem continuar sendo britânicos enquanto Argentina quer que eles façam algo diferente

iG São Paulo |

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, acusou a Argentina nesta terça-feira de "colonialismo" por sua insistência em reivindicar sua soberania sobre as Ilhas Malvinas, no Atlântico Sul.

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Na sessão semanal de perguntas e respostas ao premiê na Câmara dos Comuns, Cameron argumentou que se trata de colonialismo, porque enquanto os habitantes do arquipélago "querem continuar sendo britânicos, os argentinos querem que eles façam algo diferente".

Durante as perguntas e respostas, Andrew Rosindell, um parlamentar conservador, qualificou as ações argentinas "totalmente deploráveis" e pediu a Cameron para que ele "lembrasse a Argentina que eles perderam a Guerra das Malvinas".

Em resposta, o premiê afirmou que "um ponto absolutamente vital" era que "o futuro das Ilhas Malvinas é um problema para o povo das Malvinas". "Enquanto eles quiserem continuar sendo parte do Reino Unido e sendo britânicos, eles podem fazer isso", disse.

O premiê conservador acrescentou que decidiu reunir o Conselho Nacional de Segurança, formado por militares e políticos e que ele mesmo presidiu, para "assegurar que as defesas e tudo o mais estão em ordem".

Sua porta-voz afirmou depois que a reunião aconteceu em parte por conta da proximidade do aniversário de 30 anos da guerra, mas acrescentou: "O premiê está claramente ansioso para mostrar o quão importante são as Ilhas Malvinas e a autodeterminação do seu povo."

A Argentina reivindica a soberania das Ilhas Malvinas e outras ilhas próximas desde 1833, quando foram ocupadas com o uso da força pelo Reino Unido, onde são conhecidas como Falklands.

Há dez dias, Cameron disse que descartava uma negociação com a Argentina sobre a soberania das Malvinas e disse que seu país deve manter sempre a "vigilância" das ilhas, em referência à decisão de vários países latino-americanos de bloquear o acesso a seus portos de navios com bandeira malvinense.

Em dezembro, o Mercosul, formado pelo Brasil, Uruguai, Paraguai e Brasil, anunciaram que iriam bloquear o acesso a seus portos de navios com bandeiras das Malvinas.

Mas o chanceler britânico, William Hague, disse na ocasião que ele tinha estabelecido "discussões honestas e produtivas com Uruguai, Chile e Brasil" e os três países disseram que "não tem intenção de participar de nenhum bloqueio econômico nas Ilhas Malvinas".

Ele disse que esses países concordaram em permitir o acesso de navios comerciais relacionados às Malvinas.

Esse ano, a guerra que os países enfrentaram pela posse das Malvinas completa 30 anos, depois que os militares argentinos ocuparam a ilha em 2 de abril de 1982, embora o conflito armado tenha terminado em 14 de junho desse ano com a rendição da Argentina.

No conflito bélico morreram 255 militares britânicos e mais de 650 argentinos. No próximo mês, o príncipe William, segundo na linha de sucessão à coroa britânica, viajará às Malvinas para realizar treinamentos como piloto de helicóptero de resgate.

Com EFE, Ansa e BBC

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