Camboja pede zona tampão da ONU na fronteira com a Tailândia

Soldados dos dois países trocam tiros em disputa por templo hindu de 900 anos

iG São Paulo |

AFP
Moradores do Camboja deixam região de conflitos na fronteira com a Tailândia

O primeiro-ministro do Camboja, Hun Sen, fez um apelo para que a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleça uma "zona tampão" na fronteira com a Tailândia. O apelo foi feito após nova troca de tiros entre os dois países nesta segunda-feira, o quarto dia consecutivo de confrontos.

"Precisamos que as Nações Unidas enviem tropas aqui para criar uma zona tampão e impedir novos confrontos", afirmou Hun Sen.

Os países disputam uma área fronteiriça onde está localizado um templo hindo de 900 anos. Na noite de domingo, cambojanos e tailandeses ignoraram um cessar-fogo anunciado na véspera. Soldados dos dois países voltaram a trocar tiros e, de acordo com oficiais cambojanos, parte do templo Preah Vihear, que data do século 11, foi destruída durante os choques.

Ambos os países acusam-se mutuamente do início das hostilidades. Segundo Tailândia, os confrontos começaram quando as tropas do Camboja abriram fogo de artilharia, enquanto o governo cambojano atribuiu a uma incursão de soldados tailandeses que responderam com fogo quando foram requeridos pelos cambojanos a retornar ao outro lado da fronteira.

Camboja e Tailândia arrastam o conflito de fronteira desde julho de 2008, quando a Unesco reconheceu o templo khmer do século 11 como Patrimônio da Humanidade cambojano.

A Tailândia admite que o templo está no território cambojano, como sentenciou a corte internacional de Haia em 1962, mas reivindica uma área de 6,4 quilômetros quadrados situada nos arredores.

Os dois países assinaram em 2000 um memorando de entendimento para criar uma comissão bilateral encarregada de delimitar a fronteira.

Com AFP e EFE

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