Camareira de cruzeiro diz que resgate demorou entre 4 a 5 horas

"Nunca se espera viver uma coisa dessas. Não dá nem para explicar como foi". Navio naufragou com mais de 4 mil a bordo

EFE |

AP
Passageiros chegam de balsa no porto de Santo Stefano, no continente italiano, após naufrágio

Inés Montaño, uma camareira colombiana do cruzeiro Costa Concordia, que naufragou na noite de sexta-feira em frente à ilha italiana de Giglio , em Grosseto, disse neste sábado que o resgate demorou de quatro a cinco horas para chegar. 

A camareira contou à emissora colombiana "RCN" que no momento em que o navio encalhou ela estava trabalhando com outros membros da tripulação. "Nunca se espera viver uma coisa dessas. Não dá nem para explicar como foi", disse.

Inés faz parte de um grupo de dez colombianos que estavam na embarcação. Todos estão bem e aguardam serem levados de volta para casa. Até o momento, as autoridades italianas confirmaram a morte de três pessoas, dois turistas franceses e um peruano membro da tripulação.

O corpo das vítimas está num necrotério em Orbetello, na Toscana. Das 4.229 pessoas que estavam no cruzeiro, 70 ainda estão desaparecidas, segundo o prefeito de Grosseto, Guiseppe Linardi. Sessenta e sete passageiros ficaram feridos e foram atendidos em hospitais em Grosseto e Orbetello.

Desse total, 42 pessoas ainda estão recebendo atendimento médico. O restante, que apresentavam fraturas leves e hipotermia, foi liberado. O navio Costa Concordia, que pertence à companhia Costa Cruzeiros, partiu da cidade italiana de Savona para empreender um cruzeiro pelo Mediterrâneo, com previsão de passar por outras três cidades da Itália, além de Palma de Mallorca e Barcelona, na Espanha, e Marselha, na França, antes de retornar a Savona.

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