Câmara dos Representantes aprova homossexuais no Exército dos EUA

A medida ainda espera definição do Senado

EFE |

A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou nesta quarta-feira por arrasadora maioria a revogação de uma lei de 1993 que proíbe os homossexuais a prestarem serviço militar, mas a medida ainda aguarda o voto do Senado.

Com 250 votos a favor e 175 contra, os legisladores aprovaram acabar com a proibição de soldados homossexuais na sessão 111 do Congresso. Uma medida similar no Senado foi apresentada pelo senador independente Joe Lieberman, mas ainda não tem data para votação.

Em comunicado, o presidente americano, Barack Obama, louvou a decisão da Câmara e assegurou que o processo "permitirá uma abolição responsável e sem problemas" da lei atual, de modo que "se mantenha a ordem e a disciplina em nossas fileiras".

"Continuar com esta revogação não só é o adequado, mas também dará a nossos militares a certeza e a clareza que merecem" para abordar o assunto, indicou Obama, que assegurou: "Devemos garantir que os americanos dispostos a arriscar sua vida por seu país recebem um tratamento igual e justo de seu país".

"Hoje temos uma oportunidade para votar mais uma vez para fechar a porta para uma injustiça fundamental em nossa nação. A revogação da política discriminatória honrará o serviço e o sacrifício dos que dedicam suas vidas à proteção do povo americano", disse a presidente da Câmara, Nancy Pelosi.

"Espero que possamos encorajar o Senado a tomar uma medida que devia ter tomado há muito", ressaltou.

O porta-voz do Pentágono, Geoff Morrell, disse que o secretário de Defesa, Robert Gates, está muito satisfeito com a decisão e encoraja o Senado a aprová-la antes do recesso do Congresso. A aprovação da medida permitirá que o Pentágono inicie um plano cuidadoso e "responsável" para a aplicação do que seria a nova política, "em vez de arriscar uma mudança abrupta como resultado de uma sentença dos tribunais", explicou Morrell.

A lei de 1993, conhecida em inglês como "Don't ask, don't tell" (DADT) - algo como "Não pergunte e eu não conto" - proíbe discutir a orientação sexual dos soldados, e os homossexuais podem prestar serviço militar sempre que não divulgarem sua condição.

A mA Câmara já havia aprovado a revogação da lei em maio, quando aprovou uma lei de despesas de defesa, mas essa medida fracassou duas vezes no Senado.

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