Câmara dos EUA aprova veto a lei que proíbe gays declarados no Exército

Revogação da lei ainda precisa passar pelo plenário do Senado, que deve votar a medida no próximo mês

EFE |

Washington - A Câmara de Representantes dos Estados Unidos se uniu a uma comissão do Senado e votou nesta quinta-feira a favor da revogação da lei que proíbe que os homossexuais que servem nas Forças Armadas declarem abertamente sua orientação sexual, sob pena de expulsão.

Com 235 votos a favor e 194 contra, a Câmara aprovou uma medida similar à que horas antes tinha sido votada pelo Comitê das Forças Armadas do Senado para acabar com a lei "Don't ask, Don't tell" ("não pergunte, não diga"), que só permite que homossexuais sirvam ao Exército se mantiverem sua orientação sexual em segredo.

Este é só mais um passo na revogação da lei, que ainda tem que passar pelo plenário do Senado, que deve votar a medida no próximo mês. Tanto na Câmara quanto no Senado a medida fará parte de um projeto de lei sobre despesas de defesa do país. O secretário de Defesa, Robert Gates, deu seu apoio à medida, embora tenha sido destacada a importância do relatório que avaliará as implicações desta possível decisão após 17 anos de vigência da lei.

A maioria dos democratas votou a favor, mas 26 se opuseram a seus colegas votaram contra, enquanto cinco republicanos votaram a favor. Para virar lei, a proposta tem que ir ao plenário do Senado e ser aprovada pelas duas Casas do Congresso.

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