Câmara dos Comuns dividida sobre lei contra terrorismo

O premier britânico, Gordon Brown, defendeu nesta quarta-feira a extensão do período de prisão sem acusações de suspeitos de terrorismo, horas antes de uma votação na Câmara dos Comuns que poderá resultar em uma derrota humilhante para o líder trabalhista.

AFP |

A votação para estender de 28 para 42 dias o período de detenção sem acusações se mostra bastante disputada. No caso de derrota de Brown, será sua primeira no Parlamento desde que assumiu o cargo, em junho.

"Não devemos nos arriscar com a segurança" da Grã-Bretanha, afirmou Brown, durante um debate na quarta-feira na Câmara baixa do Parlamento sobre a controversa medida, que, segundo os críticos, enfraquecem as liberdades civis e os direitos humanos.

"A quantidade, sofisticação e complexidade das provas nas investigações terroristas requerem que os suspeitos sejam presos, sem apresentação de acusações, por mais tempo que o limite de 28 dias vigentes atualmente", insistiu Brown durante a sessão semanal na Câmara dos Comuns.

Para derrotar o governo, 33 deputados trabalhistas devem se rebelar contra a linha do partido. Todos os deputados dos grandes partidos opositores deverão votar contra a medida.

O antecessor de Brown em Downing Street, Tony Blair, já sofreu uma grave derrota no Parlamento, quando tentou aumentar o prazo de detenção sem acusações para 90 dias, após os atentados contra o sistema de transporte de Londres, em 7 de julho de 2005.

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