Câmara de Representantes dos EUA rejeita fundos para Iraque e Afeganistão

Washington, 15 mai (EFE) - A Câmara de Representantes dos Estados Unidos rejeitou hoje um projeto de lei que destinava cerca de US$ 163 bilhões para as guerras do Iraque e do Afeganistão até este semestre. Por 149 a 141, os legisladores rejeitaram a medida que autorizava US$ 162,5 bilhões em fundos para as operações militares em ambos os países, um número levemente inferior ao pedido pelo presidente dos EUA, George W. Bush.

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Apesar de a medida ter sido derrotada, os legisladores não se dão por vencidos, e o Senado debaterá sua própria versão deste projeto de lei na próxima semana, segundo fontes legislativas.

Nesta ocasião, muitos republicanos apoiaram a medida no plenário da Câmara de Representantes, mas só como ação de protesto contra as táticas parlamentares da oposição democrata.

O líder da maioria republicana na Câmara Baixa, John Boehner, se queixou das supostas manobras políticas dos democratas, que acrescentaram à medida um aumento nos benefícios para os veteranos de guerra, entre outros de educação e de desemprego.

A oposição democrata, para irritação de muitos republicanos, também incluiu um imposto adicional para indivíduos com salários superiores aos US$ 500 mil, com o objetivo de financiar o aumento nos benefícios de educação para os soldados.

Por outra parte, com 224 votos a favor e 196 contra, os legisladores aprovaram uma medida não vinculativa que pretende impor uma saída do Iraque até dezembro de 2009.

A retirada das tropas americanas deslocadas no país começaria em um prazo de 30 dias depois da promulgação da iniciativa.

Essa medida, sobre a qual os legisladores votaram seguindo a linha de seus respectivos partidos, representa uma vitória política para os democratas que se opõem à Guerra do Iraque, mas esse triunfo teria vida curta, já que enfrenta a ameaça de veto presidencial.

A Casa Branca reiterou hoje sua rejeição a um cronograma "artificial" para a saída dos EUA do Iraque, após considerar que "uma retirada precipitada do Iraque encorajaria" seus "inimigos e lhes confirmaria sua crença de que os Estados Unidos não cumprirão seus compromissos".

Acrescentou, como fez em outras ocasiões, que a saída prematura "poderia fazer do Iraque um abrigo seguro para o terrorismo, que poderia ser utilizado para atacar os EUA" e seus "interesses no mundo". EFE mp/db

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