Washington, 2 abr (EFE) - A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou hoje uma lei que destina US$ 50 bilhões em um período de cinco anos para o combate a doença como tuberculose, malária e aids no mundo todo. A maior parte deste valor, cerca de US$ 41 bilhões, será destinada a programas de luta contra a aids, o que significa quase três vezes mais que os US$ 15 bilhões do último plano de cinco anos. Os US$ 41 bilhões representam ainda a maior contribuição americana destinada até o momento à luta contra uma só doença. Em 2003, o presidente dos EUA, George W. Bush, lançou o primeiro programa, denominado Plano de Emergência do Presidente para a Redução da Aids (PEPFAR, na sigla em inglês), para fornecer remédios às pessoas infectadas com o vírus HIV e para apoiar os países em seus esforços de prevenção.

Em novembro, Bush, por ocasião do Dia Mundial da aids, pediu ao Congresso que aprovasse uma legislação que dobrasse os fundos americanos para combater a aids e os situe em US$ 30 bilhões para um período de cinco anos.

Por isso, a dotação aprovada hoje é muito maior que o solicitado pelo presidente.

O programa se centrou em 15 países, 12 deles na África e o resto no Vietnã, Haiti e Guiana.

O plano ajudou a aumentar o número de pessoas na África Subsaariana com acesso a remédios contra a aids de 50 mil a 1,45 milhão em cinco anos.

Além disso, os EUA estão no caminho de alcançar seu objetivo de oferecer tratamento para 2 milhões de pessoas com esta doença, de prevenir 7 milhões de novas infecções e de proporcionar cuidado a 10 milhões de pessoas, incluído órfãos e crianças vulneráveis.

Devido a esses bons resultados, o projeto de Bush foi visto como um sucesso de sua política externa.

Ativistas da luta anti-aids elogiam o esforço de Bush por combater a doença no mundo todo ao promover programas que fornecem às vítimas remédios que prolongam sua vida, mas criticam sua posição de se concentrar muito na abstinência sexual como método anticoncepcional.

O Comitê de Assuntos Exteriores do Senado aprovou uma lei similar, também dotada de US$ 50 bilhões e, por isso, as iniciativas têm uma alta probabilidade de receber a aprovação do presidente, principalmente em um ano eleitoral no qual não se esperam muitas medidas legislativas importantes.

A lei é um dos últimos esforços legislativos do ex-presidente do Comitê para Assuntos Exteriores, o democrata Tom Lantos (Califórnia), que morreu de câncer em fevereiro.

Por isso, a iniciativa leva seu nome junto ao de seu antecessor no cargo, o representante republicano Henry Hyde (Illinois), com quem Lantos trabalhou no primeiro programa de 2003.

Cerca de 40 milhões de pessoas vivem com aids e a cada dia outras seis mil contraem o vírus. EFE cae/db

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