WASHINGTON - A Câmara de Representantes dos Estados Unidos aprovou com atraso, nesta quarta-feira, um projeto de lei orçamentária que estipula gastos de US$ 410 bilhões para o ano de 2009.


Foram 245 votos a favor e 178 contra. O projeto contém nove seções voltadas para o funcionamento de ministérios, agências federais e Congresso, para o ano fiscal iniciado em 1º de outubro de 2008.

O texto substitui o que havia sido rejeitado pelo Congresso durante a administração de George W. Bush e que previa cortes, principalmente, nos setores de saúde, educação e pesquisa.

Os republicanos acharam a medida muito cara - principalmente por causa do pacote de estímulo de US$ 787 bilhões assinado por Obama na semana passada. Mas os democratas mantiveram sua posição.

"As mesmas pessoas que levaram a economia para o buraco, agora estão reclamando sobre o tamanho do caminhão de reboque", disse o deputado James McGovern, democrata, apontando o grande aumento de déficits que o presidente George W. Bush e os congressistas republicanos acumularam.

O debate ocorreu um dia após Obama dar um discurso ao Congresso em horário nobre da televisão, dizendo que ele pretendia diminuir os déficits pela metade nos próximos quatro anos, e um dia antes de ele apresentar os planos de impostos e gastos para este ano. Dado os gastos extraordinários do pacote de incentivo da indústria financeira, a Casa Branca prevê que o déficit no orçamento deste ano será de US$ 1,5 trilhões, o triplo do recorde registrado, US$ 455 bilhões, em 2008.

Em uma lembrança simbólica da recessão, os democratas incluíram na medida de gastos uma proibição ao aumento do custo de vida dos membros do Congresso neste ano.

No geral, a legislação forneceria aumentos de quase 8% para as agências federais abrangentes, cerca de US$ 32 bilhões a mais do que no ano passado.



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